segunda-feira, 28 de setembro de 2015

TDAH - Carbamazepina e oxcarbazepina são as causas mais comuns da Síndrome de Stevens-Johnson



"A carbamazepina é a causa mais comum da síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e um novo fármaco anti-epiléptico, oxcarbazepina, está estruturalmente relacionado com a carbamazepina, também tem sido demonstrado como indutor de SJS." ( NCBI -Gov.EUA) - Trileptal - carbamazepina - oxcarbazepina - Tegretol - 

No Brasil, este medicamento também vem sendo largamente utilizado para Déficit de Atenção, mesmo não estando liberado pela ANVISA para este fim.


TDAH - Carbamazepina e oxcarbazepina são as causas mais comuns da Síndrome de Stevens-Johnson


Por Marise Jalowitzki

28.setembro.2015

http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/09/tdah-carbamazepina-e-oxcarbazepina-sao.html





FDA Advisory

"A carbamazepina é a causa mais comum da síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e um novo fármaco anti-epiléptico, oxcarbazepina, está estruturalmente relacionado com a carbamazepina, também tem sido demonstrado como indutor de SJS." ( NCBI -Gov.EUA) - Trileptal - carbamazepina - oxcarpazepina - Tegretol -

"Reações Adversas a medicamentos são a quarta principal causa de morte nos Estados Unidos. Entretanto, menos de 1% destas reações são reportadas à FDA - Food and Drugs Administration" - tipo a ANVISA, no Brasil - órgão regulador de alimentos e medicamentos. (Julie Foundation - Fundação SSJ)

Os órgãos oficiais dizem que a Síndrome de Stevens-Johnson é uma síndrome "rara" e que de 1 a 6 crianças em um milhão são afetadas. Esta parece não ser a realidade. Só digo a vocês: um pai e uma mãe precisam estar munidos o máximo possível de todas as informações ANTES de decidir se vão administrar determinado medicamento em seu filho. Precisam saber se há outros substitutivos. Devem ser orientados para a ocorrência de reações adversas, sobre o que fazer, a quem recorrer. E não é isto que está acontecendo! Nem quando o filho está caidinho, os pais, apavorados, procuram os médicos e-ou hospitais e também estes - os médicos, parecem não saber!! Diagnosticam como escarlatina, como catapora! E é só o diagnóstico certeiro e o atendimento imediato que possibilita a SSJ não avançar a níveis que podem ser até letais. Como, se os próprios médicos não explicam!

No caso do tdah, como vimos, estes medicamentos nem são autorizados, nem pela ANVISA, nem pela FDA! No entanto, são prescritos para tal. Quem responsabiliza o médico?

Os dados oficiais divulgam que apenas de uma a 6 pessoas, em cada milhão de pessoas, das que tomam oxcarpazepina adquirem Stevens-Johnson Syndrome, mas parece que não é bem assim! Cruel demais! Tente digitar "Stevens-Johnson syndrome" e veja QUANTAS fotos horríveis, pobres crianças e adultos com expressões de dores lancinantes, uma "alergia" que eclode como se fossem queimaduras (sim, eles são tratados na Unidade de Queimados), uma síndrome com alto grau de letalidade (morte).

Dá para colocar em dúvida se esta síndrome seja assim "rara" mesmo. OU apenas continua sendo ocultada-mal-diagnosticada. Geralmente os usuários deste medicamento, quando procuram os hospitais, são indevidamente diagnosticados como portadores de escarlatina, alguns, em estagios iniciais, são tidos como portadores de gripe, exantema viral, catapora... E só o pronto atendimento é que pode impedir a doença de avançar, pois, não tratada devidamente, a letalidade ocorre em vários casos e em curto espaço de tempo.

Com esta "mão solta" que muitos médicos tem para receitar oxcarbazepina e carbamazepina para déficit de atenção no Brasil, muita coisa continua a não ser do conhecimentos da população e, mais uma vez, terão de ser os PAIS A DESCOBRIR, FICAR ALERTAS E DIZER NÃO!!!

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Veja AQUI como uma mãe de São Paulo, totalmente sem saber dos efeitos colaterais, recebeu a receita do médico para seu filhote de 8 anos, com reclamação da escola por não "copiar em tempo os conteúdos do quadro de giz"!!! -  TDAH - Oxcarbazepina É PROIBIDA no Brasil para tratamento de déficit de atenção
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"A Síndrome de Stevens Johnson (SSJ) e Necrólise Epidérmica Tóxica (NET) são reações cutâneas graves, com potencial para morbidade e mortalidade elevadas acometendo a pele e a membrana mucosa necessitando de cuidados de medicina intensiva. O objetivo deste artigo foi apresentar revisão da literatura sobre SSJ e NET." (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=s0103-507x2006000300012&script=sci_arttext)



Síndrome de Stevens Johnson, induzida por oxcarbazepina 

SR Sharma, Nalini Sharma,M. E Yeolekar
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3481788/
O diagnóstico de SSJ é baseado em manifestações clínicas com início agudo de rápida expansão targetoid máculas eritematosas, necrose e descolamento da epiderme juntamente com eritema, erosões e crostas de duas ou mais superfícies mucosas.  A oxcarbazepina, a droga incriminada neste caso foi sintetizado pela primeira vez em 1966, foi aprovada para o uso como um anticonvulsivo na Dinamarca em 1990, foi aprovada na Espanha em 1993, em Portugal, em 1997, e, eventualmente, para todos os outros países da UE e na Índia, em 1999. Foi aprovado nos EUA em 2000.
Os pacientes normalmente desenvolvem uma reação de hipersensibilidade a esta droga entre 2 e 12 semanas após o início do tratamento com ela.  Nosso paciente teve erupções eritematosas targetoid e envolvimento das mucosas 2 semanas após o início do tratamento com oxcarbazepina. Durante estas 2 semanas ele não tomou nenhum medicamento, exceto para oxcarbazepina. A constatação de patologia da pele revelou infiltração linfo em torno dos vasos sanguíneos e eosinófilos escassos, o que era consistente com SJS. (..)

A carbamazepina é a causa mais comum da síndrome de Stevens-Johnson (SJS) e um novo fármaco anti-epiléptico, oxcarbazepina, está estruturalmente relacionado com a carbamazepina, também tem sido demonstrado como indutor de SJS. 
(..)
Embora muitos fatores têm sido propostos como fatores de risco da SJS, incluindo efeitos adversos de drogas, distúrbios malignos ou doenças de enxerto-hospedeiro e infecções, a maioria deles foi induzida por drogas. As drogas mais comuns são anticonvulsivantes, particularmente carbamazepina. (CBZ).  Para o nosso conhecimento, não há relatos de SSJ induzida por oxcarbazepina na Índia. De acordo com a Food and Drug Administration, a incidência de SJS induzida por oxcarbazepina é estimada na faixa entre 0,5 e 6 casos por milhão de pessoas por ano na população em geral.  A incidência de SJS induzida por carbamazepina é superior à oxcarbazepina induzida SJS.

Em meio a muitas cenas e videos terríveis sobre este tenebroso efeito colateral, escolhi um de um garoto que sobreviveu. Feito pela mamãe dele. Para você acompanhar a evolução desta síndrome. Os outros registros são tristes demais (Se quiser, procure você mesmo na web - só digitar: Síndrome Stevens-Johnson ou Stevens-Johnson Syndrome).

Video de um garoto sobrevivente - mostra a evolução da Síndrome Stevens-Johnson - Primeiro acharam que era gripe (Tamiflu), depois, pneumonia - No terceiro dia foi identificada a SSJ


Stevens-Johnson Syndrome due to the use of oxcarbazepine






A VIDA NÃO É TÃO BELA




Menino sobrevivente, 8, coberto de bolhas na boca e olhos de reação alérgica ao medicamento de epilepsia


Um menino estava gritando em agonia e coberto com bolhas da  cabeça aos pés, depois de sofrer uma reação alérgica rara à medicação.
Oito anos de idade George Pemble experimentou "um dos piores casos" de reações alérgicas que médicos hospitalares já tinham visto.
George foi diagnosticado com epilepsia em janeiro deste ano, depois de ter três convulsões nos últimos 12 meses.
A ele foi prescrita medicação e quatro semanas depois, uma erupção vermelha apareceu em seu rosto.

A médica suspeita de escarlatina, (Scarlet Fever) mas o tratamento não funcionou e, em 16 de fevereiro, seus pais, Cheryl (27) e Mark (30), trabalhador na companhia de gás, levaram às pressas seu filho, já em agonia, para William Harvey Hospital em Kent.

Temperatura de George disparou para 40C depois que ele reagiu ao medicamento

"Até agora a erupção cobriu todo o seu corpo da cabeça aos pés," Mrs Pemble, disse.
"Ele estava tão doente e gritou com muita dor sempre que foi tocado. Ele se recusava a beber e não conseguia nem engolir a medicação.
"As enfermeiras foram muito pacientes com ele, mas sua pele estava virando amarela. Ele estava tão fraco e não conseguia ficar de pé. Ele estava à deriva, dentro ou fora do sono.
"Com muita pena, lembro que ele continuava dizendo, "Eu realmente sinto muito ', e eu dizia,' por quê? '
"Ele disse, 'porque eu estou doente'. Isto foi muito emocionante, me doeu demais. "

"Eu estava tão preocupada com ele", continuou a mãe, "Eu não queria deixá-lo. Eu odiava vê-lo com tanta dor, que era de partir o coração. Nenhum pai quer ver seu filho em tanto sofrimento.
"Todos os que olharam para ele concordaram que era um dos piores casos que tinham visto.
"Se não tivéssemos levado para o hospital, ele poderia ter acabado em cuidados intensivos."
(...)
"Ele está com medo de tomar mais medicamentos. Ele disse: 'Será que vou ficar doente de novo?
"Mas são outros medicamentos e ele precisa para manter-se bem."

Fotos do menino George, filho da Sra Pemble, postadas no Facebook, mostram o corpinho coberto de erupções. 
PAY - Real-Life-mainPAY --in PA-REAL-LIFE-4-Cheryl-Pemble-George-ill-hopsital

A mãe publicou as fotos porque ela queria que as pessoas vissem o impacto do medicamento. Seu filho teve alta na segunda-feira 23 de fevereiro com creme para acalmar sua pele descascando.
"Ele acordou terça-feira e disse 'Posso ir para a escola, mamãe? Estou entediado.' Ele só queria voltar à normalidade.
"Eu fiquei preocupada se não seria um pouco demais para ele,comentei se ele ficasse muito cansado e teria que voltar para casa depois de um par de horas.
"A erupção foi tão agressiva, suas pernas, seu olhar machucado e a descamação da pele.
"Algumas das crianças mais novas na escola perguntaram por que ele parecia tão anormal... ele ficou bem chateado e voltou para casa e chorou muito.
"Eu disse que os colegas não entendem o que ele passou.
"Felizmente ele está ficando muito melhor".

Em um comunicado, William Harvey Hospital disse: "George foi encaminhado à unidade dos nossos filhos no dia 16 de Fevereiro, com uma dolorosa erupção cutânea de 12 dias, que não estava respondendo ao tratamento prescrito pelo seu médico de família para escarlatina (Scarlet Fever).

"Após testes extensivos, George foi diagnosticado com uma rara reação alérgica ao seu medicamento de epilepsia existente.
"George foi internado em unidade de nossos filhos e continuou seu tratamento prescrito GP existente enquanto vários testes foram realizados.
(...) "Os resultados destes testes apontaram para uma reação alérgica rara à sua medicação para  epilepsia, não uma infecção bacteriana ou viral.
"George melhorou após ser colocado em esteróides e já não está sendo prescrito o medicamento para epilepsia."



Este garotinho de 6 anos não sobreviveu à síndrome de Stevens-Johnson

Este pequeno menino holandês (Nigel) não sobreviveu à Sindrome de Stevens- Johnson. Ele morreu a 01 de maio de 2003, aos 6 anos de idade. Esta foto foi tirada poucas horas antes de ele morrer. Seus pais autorizaram sua divulgação, para depor sobre a síndrome de Stevens-Johnson.



Síndrome de Stevens Johnson - Necrólise epidérmica tóxica 
e taxa de mortalidade.

Para quem quiser ver todas as fotos, estão aqui: http://www.avimedi.net/en/stevens-johnson-syndrome-photos.html


Admite-se geralmente que a taxa de mortalidade da síndrome de Stevens Johnson é avaliada em torno de 10%. necrose epidérmica tóxica é geralmente avaliado em 30%, no entanto, em uma tese de 1995 sobre a síndrome de Stevens-Johnson e NET - necrólise epidérmica tóxica (Faculdade de Medicina de Clermont Ferrand) autor (D. POPINET) indica que a taxa de mortalidade de Necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell) pode ir até 70%. Para mais detalhes veja a página de prevalência Avimedi e informe-se sobre os perigos mortais por tomar medicamentos, e sobre efeitos depois para os sobreviventes da síndrome de Stevens Johnson (e testemunhos), bem como possibilidades de ações judiciais.

 


Aqui nós relatamos um caso com SJS, que foi induzida por oxcarbazepina.
figura 1
Erupções Targetoid mais de dois membros superiores, conjuntiva e mucosa oral em resolução após 2 semanas de tratamento
Figura 3
Erupções Targetoid mais de extremidades superiores
Figura 2
Erupções Targetoid nas duas extremidades inferiores, 2 semanas após o início oxz

Efeito Colateral: Reação da pele (síndrome de Stevens Johnson, Necrólise Epidérmica Tóxica)

30 dez 2010

- See more at: http://www.drug-injury.com/druginjurycom/side_effect_skin_reaction_stevens_johnson_syndrome_toxic_epidermal_necrolysis/#sthash.Swt1Km8i.dpuf


TOM LAMB

A Drug-Injury é uma das Associações de Juristas que defendem as vítimas e-ou familiares da Síndrome de Stevens-Johnson

http://www.drug-injury.com/druginjurycom/2010/12/drug-adverse-reactions-skin-rash-burn-sjs-ten.html

Me mande um e-mail

druginjury@gmail.com 





13 de fevereiro de 2009
- See more at: http://www.drug-injury.com/druginjurycom/side_effect_skin_reaction_stevens_johnson_syndrome_toxic_epidermal_necrolysis/#sthash.Swt1Km8i.dpuf





14 outubro de 2005

- See more at: http://www.drug-injury.com/druginjurycom/side_effect_skin_reaction_stevens_johnson_syndrome_toxic_epidermal_necrolysis/#sthash.Swt1Km8i.dpuf




  

TRATAMENTO DE SSJ E NET




"Os cuidados devem ser efetuados inicialmente com medidas de suporte e sintomáticos: hidratação e reposição de eletrólitos, cuidado especial a vias aéreas, controle de temperatura ambiental, manipulação cuidadosa e asséptica, criação do campo estéril, manutenção do acesso periférico venoso distante das áreas afetadas (nenhuma linha central quando possível!), nutrição oral precoce, anticoagulação, prevenção da úlcera de estresse e administração da medicação para o controle da dor e da ansiedade.




As sequelas oculares exigem exames diários por um oftalmologista; a lavagem com solução fisiológica e colírios devem ser instilados a cada duas horas, quando necessário, antibióticos tópicos e retirada de sinéquias cirurgicamente podem estar indicado. Podem ser usadas lentes de contato permeáveis para redução da fotofobia e desconforto.

As lesões de pele são tratadas como queimaduras; os anestésicos tópicos são úteis em reduzir a dor das lesões orais. As áreas de pele desnudas devem ser cobertas com compressas de solução fisiológica. As doenças subjacentes e as infecções secundárias devem ser identificadas e tratadas. A despeito das semelhanças, o tratamento do SSJ e pacientes queimados não são idênticos: as queimaduras acontecem em um período muito curto (alguns segundos) e não espalham depois disso; o progresso de SSJ e NET ocorrem durante diversos dias após a admissão hospitalar. 

A necrose cutânea é mais variável e frequentemente mais profunda nas queimaduras. O edema subcutâneo é uma característica incomum no SSJ/NET, em contraste com queimaduras, provavelmente por causa de ferimento mais suave dos vasos sanguíneos. Conseqüentemente as exigências fluidas de SSJ/NET são habitualmente 2/3 a 3/4 inferiores aquelas queimaduras que cobrem a mesma área. A regeneração da epiderme é rápida nos pacientes com SSJ-NET4.

Nenhum consenso existe sobre os cuidados tópicos: as abordagens podem ser conservadoras ou mais agressivas (desbridamento cirúrgico);os anti-sépticos tópicos são usados. Novas técnicas estão sendo investigadas como a remoção de crostas da cavidade oral e nasal e pulverização com os anti-sépticos, diversas vezes por dia4.

A inspeção diária cuidadosa é necessária para monitorar superinfecções secundárias: o uso de antibiótico profilático não é recomendado, especialmente devido indução de resistência; os antimicrobianos são indicados apenas nos casos de infecção urinária ou de infecções cutâneas, bem como se a traquéia e os brônquios forem envolvidos (o que em geral demanda intubação e a ventilação mecânica).

A nutrição enteral precoce e contínua diminui o risco de úlcera de estresse, reduz a translocação bacteriana e a infecção enterogênica; a hipofosfatemia grave é freqüente e pode contribuir com alterações no metabolismo e controle da glicemia, além de causar disfunção muscular. Também a proteção gástrica não deve ser esquecida pelo risco associado de sangramento digestivo.

Os cateteres devem ser mudados de local periodicamente; a amostragem bacteriana das lesões de pele é executada no primeiro dia e a cada 48 horas. As indicações para o tratamento antibiótico incluem número aumentado das bactérias cultivadas da pele com seleção de uma única cepa, alteração repentina na temperatura, e/ou deterioração na condição do paciente. 

S. Aureus é a bactéria principal nos primeiros dias, e as gram-negativas aparecem mais tarde. A profilaxia do tétano deve ser lembrada, considerando as lesões cutâneas "portas de entrada".

A temperatura ambiental deve oscilar entre 30 a 32º C a fim de reduzir as perdas calóricas através da pele; a perda de calor pode também ser limitada elevando a temperatura de banhos anti-sépticos para 35 a 38º C e utilizando os protetores de calor, as lâmpadas infravermelhas, e camas ar-air-fluidized.

O tromboembolismo é uma importante causa de morbidade e mortalidade, logo a anticoagulação profilática eficaz com heparina é recomendada durante a hospitalização embora resulte em sangramento aumentado da pele, apesar de geralmente limitado.

O suporte emocional e psiquiátrico não deve ser esquecido. Os hipnóticos tais como o diazepam e opióides à base de morfina podem ser usados se a condição ventilatória permitir." 







Incluído em 06.outubro.2015

DEPOIS DE ALGUMAS CRÍTICAS FEROZES SOBRE A EDIÇÃO DESTE ARTIGO, ADENDO:

O desconhecimento parece ser maior do que comumente imaginamos. Lidar com a realidade, parece ainda um sonho em muitas situações. Algumas pessoas preferem 'atirar pedras' sobre quem esclarece, quando o que precisamos é nos munir o máximo possível de informações, também para informar nosso próximo. 

Com relação à SSJ, este risco, raro, mas grave, está em muitas outras drogas que podem também desencadear esta terrível síndrome, além da  carbamazepina e oxcarbazepina, causas mais comuns da síndrome de Stevens-Johnson (SJS), sem que isto seja comumente comentado.

As outras drogas mais frequentemente suspeitas, como consta ao longo dos textos publicados nesta página, são a penicilina, os antibióticos contendo sulfamidas, os barbitúricos, os anticonvulsivantes em geral, os analgésicos, os anti-inflamatórios não-esteróides ou o alopurinol, além dos anti-virais como Nevirapina e Delavirdina. Assim, quando encontro este banner que coloquei ao final, chama-me a atenção dois nomes de medicamentos que, aqui no Brasil, são largamente usados: Advil e Tylenol. 

Os textos acima falam do paracetamol (que foi, durante anos, distribuído pelo SUS, e era a receita-base em qualquer tipo de atendimento, para 'tirar' a dor). 

Então, temos de lembrar que:

1- Todas as drogas possuem algum efeito colateral. Portanto, quanto mais conhecermos sobre todos os medicamentos que ingerimos, melhor. 

2- Evitar tomar remédios para tudo. Para as dores de cabeça 'costumeiras', por exemplo, temos de procurar a origem delas (noites de sono mal dormidas, estresse no trânsito, falta de alimentação balanceada, roupa-sapatos que desconfortam, ambiente hostil...tantas coisas!) e tentar minimizar o mais possível. A prática de meditação, yoga, reiki, são das mais indicadas (até para encontrar espaços para a prática).

3- É nossa obrigação, como clientes-pacientes-consumidores, pedir que o médico prescritor nos forneça o maior número de informações possíveis.

4- O desempenho do médico vai fazer toda a diferença. É papel dele tirar as dúvidas. Bem sabemos que isto (do médico explicar em detalhes) nem sempre acontece, seja pela arrogância do médico ('não adianta explicar que ele não vai entender!" - como já ouvi em vários trabalhos de grupo que desenvolvi junto à Secretarias de Saúde), seja pela pressa (tempo de duração sempre mais curto das consultas), seja pelo próprio desconhecimento do médico sobre o assunto. Assim, quanto mais informação pudermos obter sobre os medicamentos, quando eles forem mesmo necessários, melhor (como reportado no item 1).

5- Assim, antes de administrar qualquer medicamento, por mais suave que pareça, temos de ler a bula, tentar decifrá-la, mesmo nas letras pequenas. E, caso não entendermos muito, infelizmente isto é tão comum, ir pesquisar na web. Muita gente zomba e critica isto. Mas, o que resta? 

6- Procure pesquisar em sites confiáveis. Se verificarem no texto acima, procuro sempre ir nos sites oficiais dos EUA. Porque, como a ANVISA segue o padrão norteamericano de legislação medicamentosa, sites como da FDA, EDA, NIH(National Institute of Health), que tem várias outros caminhos - NIMH (National Institute of Mental Health), etc., são os melhores. Um dos que pesquisei nesta página é: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles. Também as revistas médicas Lancet, além de jornais famosos, como Daily Mail, New York Times (EUA), The Guardian, Der Spiegel (Alemanha), etc.. Infelizmente, os canais de acesso aos nossos sites brasileiros, mesmo os da ANVISA, não costumam sanar as dúvidas, muitos nem possuem canais de busca.

7- Pelo medo, tão incutido em nosso meio (medo de que o filho fique pior, medo que o médico seja muito áspero, medo de perder o direito à consulta, medo de não receber mais os medicamentos pelo SUS, medo de ser acusado de 'não fazer o melhor pelo filho'... são tantos os medos que nos incutem e é tanto o desprezo dirigido a quem contesta - por vezes, apenas pergunta - que, sei bem, é bastante difícil ter coragem para tomar decisões que vão na linha contrária a este excesso de medicalização em que estamos imersos. Mas, aos poucos, tente, pesquise. Pergunte ao médico quais os outros medicamentos substitutivos. Procure alternativas. E, quando não houver outro jeito, use tranquilamente a medicação proposta e fique atento aos sinais. Sem medo, por precaução. E, aos primeiros sinais, procure ajuda!

8- Procurar ajuda também significa denunciar. Há poucos órgãos que se dedicam de maneira efetiva a auxiliar o cidadão quando ele precisa. Em outros países os processos se avolumam, onde, pelo menos, as famílias pleiteiam indenizações pelo sofrimento causado ao paciente. E, mesmo nos casos de óbito, é preciso denunciar, pois só assim podemos pensar em um futuro mais justo, com mais informação. O nível de desconhecimento de tantas perguntas que recebo de mães, dá a dimensão do quanto tateamos no escuro, procurando uma luz de esclarecimento. Isto tem de mudar. Alguns advogados no Brasil já se dedicam a estas causas.

9 - Procure conhecer mais e mais das medicinas alternativas. Elas podem reforçar o sistema imunológico de tal forma que muitas e muitas situações e-ou doenças sequer vão eclodir. Gripes, dores-de-cabeça, mesmo a desatenção e-ou hiperatividade, são tantos os caminhos que trazem bons retornos.  

10 - Espero que logo tenhamos uma Fundação que possa amparar os cidadãos, que defenda os direitos de cada um. Assim como fez a Julie (moça da imagem do topo), que tanto sofreu com a SSJ, quando bebê e, ao crescer, agora já moça, dedica-se a esclarecer as pessoas para que, ao primeiro sinal desta terrível síndrome, possam buscar ajuda! Muita Força e Perseverança! 








URGE UMA REVISÃO SÉRIA EM RELAÇÃO AOS GANHOS E PERDAS EM NOSSOS "TRATAMENTOS DE SAÚDE"!!!

ESSA UTILIZAÇÃO MEDICAMENTOSA EXCESSIVA PRECISA ACABAR! 
TEM DE HAVER UM APROFUNDAMENTO EM PESQUISAS PARA MEDIR AS CONSEQUÊNCIAS E EVITAR TANTO SOFRIMENTO! 



Querendo, leia:


Mãe só descobre que o medicamento não é para déficit
de atenção ao receber a negativa de gratuidade no
recebimento pelo SUS. E quantas mães vão, confiantes,
até o balcão da farmácia, receita na mão, e levam
oxcarbazepina (oxcarbazepine) para a criança
diagnosticada como desatenta?


QUEM DEFENDE O CIDADÃO NOS CASOS DE ERROS MÉDICOS?



Por Marise Jalowitzki
28.setembro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/09/tdah-oxcarbazepina-e-proibida-no-brasil.html



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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