segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Prescrição de psicotrópicos off label em crianças - você sabe o que é?

As perguntas que recebo de tantas mães por vezes só dá vontade de chorar! Como os médicos não explicam sobre os possíveis efeitos colaterais dos psicofármacos? E, mesmo depois, quando vão ao hospital por um "mal que ninguém conhece", nem aí os médicos que atendem explicam que é efeito colateral?? Pode isso?





Por Marise Jalowitzki - 06.dezembro.2016

Uma mãe comenta: Uma médica receitou para meu filho um remédio para epilepsia dizendo que era por causa do transtorno de humor. Só que meu filho não tem epilepsia. Fiquei chocada e parei de dar. Não havia nada na bula indicando os problemas do meu filhote!

Infelizmente, isto está se tornando cada vez mais comum no nosso país!! É a chamada indicação off label (fora do que foi aprovado pelos órgãos reguladores)!!! Ou seja, o medicamento não tem nenhuma referência, pesquisa ou autorização para ser usado para aquilo que o médico está indicando!! Ou seja, a criança vira objeto de experimento!! Quem vai assumir quando der m...??? Importante ler sempre a bula, importante perguntar, ouvir sua voz interior, aquela voz de mãe que "sente" que algo não está certo, decidir o que vai fazer e comunicar isto ao médico, uma decisão que poucos pais e mães tomam!

Os médicos precisam acompanhar o desmame de um psicotrópico e melhor ainda se for um homeopata, um fitoterapeuta, um especialista da medicina antroposófica (todos reconhecidos pelo Ministério da Saúde), pois estes conhecem medicação que surte os mesmos efeitos para o "problema" de comportamento que levou a mãe a procurar um especialista. E sem os efeitos colaterais danosos dos psicofármacos.

Acreditar cegamente em médicos hoje é uma temeridade!! As estatísticas estão aí! Sim, eles "estudaram pra isto", mas muitos estão comprometidos com a indústria farmacêutica. A indústria farmacêutica (leia-se: laboratorios fabricantes) infiltra-se cada vez mais até mesmo nas universidades. Os especialistas se formam "rezando a cartilha" que lhes foi passada, ou seja: alopatia como a medicina de primeira (e única) linha e psicotrópicos em crianças com pouco critério!

Há médicos compromissados, sim, e a gente pode identificá-los com facilidade: olham no olho, explicam, escutam, passam confiança. E, se a mãe ou pai hesita, ou fica indecis@, ou se nega a usar determinada medicação, eles aceitam esta decisão, trocam por outro, indicam outras terapias. São poucos, mas há! Há que garimpar!!

9 entre dez médicos declaram receitar psicotrópicos já na primeira consulta!! O que é contrário à legislação!! E, como um pai trouxe há pouco tempo, se há a contestação, diz que é assim mesmo e manda ir "procurar outro médico"...

Resolução 177/15 -

TDAH - Diário Oficial publica Resolução do CONANDA sobre o direito de crianças e adolescentes a não serem excessivamente medicalizadas 


Link deste artigo: http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/12/prescricao-de-psicotropicos-off-label.html



Querendo, leia também:


Que nossos pequenos possam viver a Vida que vieram
para viver, ditada por Aquele que Nos Fez!
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/04/o-lucas-tem-acordado-meio-confuso.html














  TDAH - Quando o adolescente chora e pede para não tomar mais a ritalina
Por Marise Jalowitzki
21.janeiro.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/01/tdah-quando-o-adolescente-chora-e-pede.html



Ritalina, uma perigosa "facilidade" para os pais

Livro TDAH Crianças que Desafiam
"Depois que uma criança é rotulada como TDAH não é mais tratada como normal. E uma vez que uma criança é vista como anormal e doente mental...
(...) 
"A verdadeira questão é como vamos fazer para destruir o monstro que criamos. Fomos enganados em acreditar que as forças do mal residem dentro de nossas crianças. Fomos induzidos a acreditar que é uma loucura coletiva. As verdadeiras forças do mal residem em nossas escolas e escritórios médicos. Nossas crianças agem de forma que incomodam os adultos. Temos que ensinar agora aos adultos que a solução é com eles." Fred Baughman (pág 102 - Cap. 6 - DSM V )

Outra coisa, as crianças falam assim para mim: “eu sou um TDAH” ou “eu sou o da Ritalina”. Elas se colocam nesse lugar de alguém doente, com um déficit. A vida deles vira isso." (Ranna)

Sempre considerei muito triste isto! Devido à cobrança e discriminação social, a criança-adolescente, no afã de ser aceita e querida, "cola" o rótulo em si mesma. O que não ocorre só com elas! Muitas vezes os pais, afim de que o filho seja compreendido, correm desesperadamente atrás de um um laudo, de um diagnóstico "assinado", "comprovando" que a criança "sofre do transtorno", QUANDO O QUE SE FAZ NECESSÁRIO É A COMPREENSÃO, O ACOLHIMENTO E A ACEITAÇÃO DAS DIFERENÇAS, tanto pela escola, como a família e a sociedade em geral!

Temos de nos desvencilhar dessa ilusão de homogeneização! Nenhum indivíduo é igual a outro e é justamente nisso que reside a beleza de existir!
Marise

06.outubro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/10/ritalina-uma-perigosa-facilidade-para.html










 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade







quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Ação Social - Doadores do Livro TDAH Crianças que Desafiam



Quer participar? Você se torna um colaborador e pode dispor do espaço para divulgação do seu trabalho (banner) pelo valor mensal de um livro que será revertido para a Ação Social. Quem quiser participar, só entrar em contato. (por aqui mesmo, no face, marisejalowitzki@gmail.com)





Marise Jalowitzki

Há dois anos, sistemicamente, tenho por prática social brindar pessoas e-ou instituições sociais com um exemplar do Livro TDAH Crianças que Desafiam. Pessoas e-ou organizações que tem parcas condições financeiras (ou que estão com problemas financeiros temporários) e querem-precisam usufruir dos conhecimentos, informações e esclarecimentos contidos no referido Livro.

Algumas mães adquiriram exemplares para levar para a professora, para a psicóloga, para a psicopedagoga, para a mãe-avó. Alguns professores adquiriram exemplares para saber trabalhar ainda mais aprimoradamente em sala de aula (incluindo as Salas de Recursos). Alguns psicólogos adquiriram exemplares para dar a mães e pais de pacientes seus, a fim de proporcionar maior entendimento do que significa receber um diagnóstico e viver com o rótulo em um mundão como o nosso, que adora estigmatizar e julgar, sectarizar e excluir.

Pois agora, para reforçar ainda mais esta prática, também há uma Ação Social institucionalizada: no Blog www.tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br há um banner-tipo-comercial na barra lateral direita, onde o especialista - adepto à não medicalização em crianças - deixa informações (tipo publicidade) de seu trabalho e, mensalmente, colabora com o valor de quase um exemplar do Livro TDAH Crianças que Desafiam, que reverte nisso mesmo: mais uma pessoa ou entidade recebe um Livro. Mensalmente este especialista recebe, inbox, o nome da pessoa-instituição que recebeu o exemplar (prestação de contas), nome que será mantido em total sigilo entre as partes, pois não é nosso objetivo esta divulgação de quem recebeu e, sim, fazer chegar a obra ao maior número de pessoas que realmente se interessam em conhecer e aplicar seu conteúdo.

Quero dar uma especial oferta de GRATIDÃO ao EDSON DAMIÃO, psicopedagogo, arteterapeuta e terapeuta floral do Rio de Janeiro, que já antecipou alguns meses, proporcionando presentes bem legais a algumas famílias.

Quem quiser participar, só entrar em contato.

Repito sempre que este livro não é "apenas" mais um livro e, sim, depoimentos de Vida, muita Vida, fatos ocultados pela "grande midia", uma coletânea de informações, fruto de pesquisas de autores diversos, especialistas em Saúde criteriosos e compromissados em frear este aumento assustador no uso de psicotrópicos, especialmente em crianças. Assim, quando disserem: "Ela não é médica, ela é educadora!", perfeito! Este não é um livro com meras transcrições de publicações científicas (muitas vezes encomendadas pela indústria farmacêutica e, portanto, com resultados previsíveis, bem de acordo com o que quer o contratante...)
O Livro está recheadinho das experiencias, afirmações e estudos de pais e mães e dos especialistas. Eu sou especialista em Desenvolvimento Humano e analiso, avalio, olho os efeitos no entorno, do entorno. E publico.
Também há vários depoimentos de pais que, inclusive perderam seus filhos, por desconhecerem os efeitos colaterais, os potenciais riscos do uso destes psicotrópicos em crianças, corpinhos em desenvolvimento.
Assim, muita coisa que é escondida em nosso país, está ali. Há alguns poucos livros igualmente denunciativos (como a obra da pediatra da Unicamp Maria Aparecida Moysés) mas, na "grande midia", quase nada ou nada consta como alerta!!
Que venha mas e mais Luz, pois o Conhecimento liberta!
Abraços e Felicidades a todos!
 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
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terça-feira, 29 de novembro de 2016

DDA - As fases pelas quais eu passei. Meu filho, meu tesouro, um vencedor!



 "Há 2 anos meu mundo virou de ponta cabeça." Déficit de Atenção, sem hiperatividade - Hoje, graças a Deus, à terapia e muito amor, a autoestima dele está ótima. Ele se dá bem com os amigos da escola, se acha inteligente (apesar de às vezes ele próprio se tachar preguiçoso), e se acha bonito. E isso me alivia muito, me deixa feliz!
DDA - As fases pelas quais eu passei. Meu filho, meu tesouro, um vencedor!

Compilado por Marise Jalowitzki, a partir de comentários da mãe Ellen J A B e Edson Damião
30.novembro.2016
"Há 2 anos meu mundo virou de ponta cabeça.
Há 2 anos recebi o diagnóstico do meu filho, na época com 8 anos, Déficit de Atenção sem Hiperatividade.
Durante esses anos eu passei por muitas fases:
- A primeira foi a inaceitação, não era possível, porque comigo, porque com meu filho.
- A segunda a da agressividade e da culpabilidade, era culpa minha, era culpa dele, ele não se esforçava, fazia frescura, eu não o tornei maduro o suficiente.
- A terceira, a da vitimização, choro pra todo canto, tadinha de mim, tadinho dele, ele não consegue, coitado, ele não é capaz.
Mas o mundo gira, e ele girou, até que:
- Quarta fase, a da capacidade, da tolerância, do orgulho e da aceitabilidade, eu sou capaz, ele é capaz, nós vamos conseguir.
Passei por julgamentos: "dá logo esse remédio ai" "se é pro bem dele, porque não?" "você está sendo egoísta".
Foram dois anos de lutas, de terapias, de aulas extras, de conversas, de conselhos, de parceria, de exemplos, de sucesso...
Ele conseguiu, meu filho conseguiu e teve o prazer de saber que é capaz.
Ele passou direto, fechou o boletim no quarto bimestre, sem recuperação e com direito a aplausos, isso mesmo, aplausos.
Nessa sexta-feira, Lucas foi convidado pela professora a se posicionar na frente da sala e ouviu o seguinte discurso dela aos alunos:
"Hoje o Lucas está aqui na frente como um exemplo a todos vocês, de superação, ele passou de ano sem recuperação, por mérito e esforço próprio, portanto pedirei uma salva de palmas a ele."
Todos aplaudiram, correram até ele e o abraçaram...
Estou que não caibo em mim de tanto orgulho, pelo mérito dele, só dele!!"

Que maravilha de depoimento, querida Ellen! Meu virtual e emocional abraço ao teu pequeno, a esta mamãe Amorosa , a todos os que ajudaram a fazer a Diferença positiva na vida deste querido serzinho em desenvolvimento! Bençãos e Bençãos!!
Lembranças de um período de superação:
Setembro 2015:

"Quando eu soube do diagnóstico eu não sabia muita coisa, a única coisa que eu sabia é que eu era contra a medicação, mas não achava nada relacionado, até encontrar este grupo. E confesso que se não fosse o grupo, a qualquer momento eu iria mudar de idéia e acabaria medicando. Falei com a Terapeuta hoje, ela foi à escola. Aos poucos eu vou conseguir mudar o pensamento da escola provando que é preciso carinho e atenção e não medicação!!!"



Março 2016:

"Meu filho executando o katá, no evento de mudanças de faixa no karatê. Apenas pra provar a algumas mães que às vezes laudos médicos e relatórios escolares podem estar enganados e o que realmente precisa ser mudado não são os nossos filhos, mas sim o método de ensino."



Abril 2016:
"Semana de prova e já tentei de diversas formas fazer com que meu filho lesse a matéria, sentar e estudar, mas sem êxito... Já tentei ler a matéria pra ele, mas ele prefere o barulho da rua... Já tentei gravar áudio da matéria, sem êxito também... Hoje tentei um método que passou pela minha cabeça, lia um trecho e passava o resumo em várias cartolinas coladas pelo seu quarto, e logo depois de escrever fazia uma chamada oral do resumo que acabava de fazer, trecho por trecho. Isso ficou e ainda está colado pelo seu quarto, pois quando entramos juntos faço perguntas referente à matéria. 
Hoje ouvi a seguinte frase: "Mãe, você poderia ser professora, iria se dar bem nisso". 



Edson Damiao comenta: "Vejo que CORAÇÃO DE MÃE derruba muitaaaaaa teoria da Psicologia do desenvolvimento - quanto troca positiva! Sim mamães, é assim que podemos mostrar à escola de nossas crianças que, se dá certo em casa, há algo equivocado se o rendimento escolar não vai na mesma direção; ainda que a escola argumente que o espaço por lá é diferenciado e tem outra proposta, ou qq explicação contrária ao que vcs mães já perceberam nos filhos, mantenham uma posição; argumentem sim, pois de certa forma, estarão ajudando outras crianças com sofrimentos "anônimos" que tb estão naquele espaço. 
A singularidade da criança precisa ser respeitada e pelo que vi vcs estão conseguindo dar voz a essa necessidade (que é para ontem) - uma atitude como a de vcs derruba qq ação "apenas" para cumprimento curricular.... Respeito os estudos e pequisas de Piaget? Sim, tenho a formação profissional assentada nele... respeito Emília Ferreiro? Sim.... valido gde parte dos estudos dela sobre alfabetização - mas de verdade, tiro o chapéu para ações como essas; que por hora não fazem parte do currículo escolar, mas traduzem a aprendizagem da criança sob um ponto saudável... mães, pensem tb em formas de trabalhar tarefas de casa explorando mais esses canais visuais das crianças, como também explorar muitooooo diálogos informais sobre a vida... O que teu pequeno pensa sobre a escola? Como ele sente o entorno dele? É informal, mas de gde valor para a criança (o que na escola chamam... me parece de Currículo oculto) - Vcs mães têm muitooooo a dizer para os "programas" escolares. Com meu carinho - Edson - Dia de paz pra vcs com votos de muitaaaa brincadeira em família com seus pequenos no fds!

Agosto 2016:
"Hoje ele me disse que era pra eu deixar que ele estudasse sozinho como as crianças "normais". 
Essa eu levei pro lado mais leve, dei um sorriso e perguntei como eram as crianças normais e o que ele tinha de diferente pra ser anormal; ele levou pro lado leve também, e me disse: 
- É que eu só acho que estudar é chato, e eles não".

Que b-e-l-e-z-a de resposta a dele, Ellen! Tem de ir pro podium, sem estresse!! É que estudar, nos moldes que são comuns por aí, é muito chato mesmo!! Ele está certíssimo!!!
Importante incentivá-lo a vencer estas etapas assim massacrantes, se formar e ser um agente transformador, para que as novas crianças possam ser mais bem tratadas do que os diferentes, como ele, estão sendo!!
Diferente não é doente! Diferente não é deficiente! Diferente não é anormal! Diferente é...diferente! Nao existe uma pessoa IGUAL a outra! E todos tem o direito a Respeito, como todos os demais!
A propósito, lembrando que "normose" é o mal do milênio! Normose, sim, é mesmice! Fazer tudo igual, do mesmo jeito, como sempre foi feito, sem questionar, sem refletir, isto, sim, é problema!


Link deste artigo: http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/11/dda-as-fases-pelas-quais-eu-passei-meu.html


Querendo, leia também:


O que vai no interior desta criança - No início de sua vidinha, lá nos primeiros anos, a criança não tem noção das diferenças e convenções impostas pelo mundo adulto e ela se crê (e é!!) uma "igual", com direito e mérito a receber Amor, Carinho, Aceitação e Compreensão.
Por Marise Jalowitzki



 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Avalanche medicamentosa devido a transtornos neurológicos e mentais e uso de substâncias arrasa dados econômicos mundiais e alerta ONU

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas 2015-30

Meditação, Yoga, Reiki, caminhadas ao ar livre, boa qualidade de sono, alimentação saudável, fazer o que gosta. Tudo são ajudas de melhoria. Cuidado com promessas de curas. Importante é manter o menos de stress possível, viver o mais tranquilamente possível, aprender a gerenciar conflitos, aprender a valorizar o que se tem, se importar menos com o que dizem os outros. Acreditar mais em si. Apostar em seu taco!






Marise Jalowitzki

Bem sabemos que a escalada de doenças mentais é enorme. Em todo o mundo, os investimentos em saúde mental são muito escassos, segundo dados de WHO's Mental Health Atlas 2014 (Guia de Saúde Mental 2014), levantamento da OMS. E geralmente apenas no campo da medicação (psicotrópicos alopáticos) e, quando necessário, afastamentos do trabalho e internações hospitalares. 

Estamos às vésperas de 2017 e o consumo de medicação psicotrópica alopática parece ser a única intervenção a aumentar!

O relatório publicado pela ONU em abril de 2016 analisou o impacto econômico dos transtornos mentais e incide especificamente sobre depressão e transtornos de ansiedade, como sendo essas as doenças mentais mais comuns. A taxa de prevalência global de transtornos de ansiedade é de 7,3%. Para a depressão é de 3,2% para os homens e 5,5% para as mulheres. Os resultados são interessantes - o relatório conclui que, em geral, para cada dólar gasto em tratamento de doença mental em pessoas com mais de quinze anos de idade, $ 2.30 a $ 3,00 são criados na produtividade.

"A OMS sugere que a maioria dos países de baixa renda e de renda média gasta menos de US $ 2 por ano por pessoa no tratamento e prevenção de transtornos mentais em comparação com uma média de mais de US $ 50 em países de alta renda . Como resultado deste investimento limitado em saúde mental pública, existe uma diferença substancial entre a necessidade de tratamento e sua disponibilidade. Esta grande diferença de tratamento afeta não apenas a saúde e bem-estar das pessoas com transtornos mentais e suas famílias, mas também tem consequências inevitáveis para empregadores e governos, como resultado da diminuição da produtividade no trabalho, taxas reduzidas de participação laboral, as receitas fiscais perdidas, e aumento de despesas em saúde e outras despesas de bem-estar. Achados de diversos estudos nacionais e internacionais têm mostrado o enorme desafio económico que esses transtornos representam para as comunidades e sociedade em geral como resultado de oportunidades de produção e consumo não recebidas, bem como as despesas de saúde e assistência social. 


"Em 2010, em todo o mundo, estima-se que houve uma perda de produção entre US $ 2,5 a 8,5 trilhões, atribuída a desordens mentais e neurológicas e ao uso de substâncias (legais e ilegais), dependendo do método de avaliação utilizado." 

"Esta soma é esperada para quase dobrar até 2030, se uma resposta acertada não for montada.  Diante dessa preocupação, a promoção da saúde mental e bem-estar foram explicitamente incluídas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas 2015-30." 

Direitos Humanos


Paul Summergrad, MD, da Faculdade de Medicina da Universidade de Tufts, em Boston, Massachusetts, observou que a reunião conjunta da OMS / Banco Mundial representa "um passo inicial muito importante, mas apenas um predicado para a ação ousada e muito necessária . "O estudo Chisholm traz o rigor ao caso econômico, mas há muitas outras razões importantes para considerar o aumento do investimento na saúde mental global, entre as quais a justiça, a equidade, os direitos humanos e a redução do sofrimento."

Os benefícios econômicos e sociais de uma boa saúde mental incluem tanto seu valor intrínseco (melhoria da saúde mental e bem-estar) e também o seu valor instrumental, em termos de ser capaz de formar e manter relacionamentos, trabalhar ou prosseguir interesses de lazer, e para tomar decisões em seu dia a dia. Para avaliar o valor desses benefícios, primeiro o estudo estimou a população em necessidade em cada país, em seguida, estabeleceu os efeitos sobre a saúde da cobertura ampliada da intervenção eficaz e, finalmente, calculou o efeito económico da melhoria dos resultados de saúde mental em termos de participação de trabalho reforçada e produtividade

Foram excluídos os estudos em adolescentes, crianças e pacientes internados, e os ensaios de manutenção.  (The Lancet Psycriatryc 16,abril.2016)

Tudo isto justifica maior investimento em prevenção e tratamento e é o que pretende a ONU.


Já sabemos que apenas usar psicotrópicos bem pouco vai ajudar (quando não deixar as coisas ainda piores, em médio e longo prazo )... O que VOCÊ está fazendo para melhorar a SUA qualidade de Vida, proporcionar mais Tranquilidade e Bem Estar a si e aos seus, ao entorno?? Esta é, também, uma Ação e Decisão de todos nós!!! Não adianta só esperar que se promulguem leis!!!
Dicas de Harvard:

boosters (impulsionadores) de memória instantâneas

Você não tem que ir a uma clínica especial para começar a trabalhar no sentido de impulsionar seu cérebro e aumentar a sua memória. Experimente estes truques para lembrar:
  • Nomes. Quando você conhece alguém, associar o nome com uma imagem. Em seguida, use o nome da pessoa na conversa.
  • Onde você coloca as coisas. Sempre coloque itens do cotidiano, como chaves e óculos, nos mesmos lugares. Para outros, dizer em voz alta onde colocá-los.
  • Coisas que as pessoas lhe dizem. Peça que a pessoa fale devagar, para que possa concentrar-se melhor; repita para si mesmo o que a pessoa disse, e pense sobre o seu significado.
Para obter mais dicas, confira o Relatório sobre a Saúde Especial Harvard melhorar a memória ( www.health.harvard.edu/IM ).

As práticas Integrativas 

A OMS - Organização Mundial de Saúde recomenda também o uso das outras medicinas, que os governos dos paises-membros formulem políticas públicas "visando a integração de sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos". (http://dab.saude.gov.br/portaldab/pnpic.php)


"O campo das práticas integrativas e complementares contempla sistemas médicos complexos e recursos terapêuticos, os quais são também denominados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) de medicina tradicional e complementar/alternativa (MT/MCA). 

Tais sistemas e recursos envolvem abordagens que buscam estimular os mecanismos naturais de prevenção de agravos e recuperação da saúde por meio de tecnologias eficazes e seguras, com ênfase na escuta acolhedora, no desenvolvimento do vínculo terapêutico e na integração do ser humano com o meio ambiente e a sociedade. Outros pontos compartilhados pelas diversas abordagens abrangidas nesse campo são a visão ampliada do processo saúde-doença e a promoção global do cuidado humano, especialmente do autocuidado.

Com a publicação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC)a homeopatia, as plantas medicinais e fitoterápicas, a medicina tradicional chinesa/acupuntura, a medicina antroposófica e o termalismo social-crenoterapia foram institucionalizados no Sistema Único de Saúde (SUS).
(...)
Assim, a Política Nacional de Atenção Básica preconiza que esse nível de atenção considera o sujeito em sua singularidade e inserção sociocultural, buscando produzir a atenção integral." (http://dab.saude.gov.br/portaldab/ape_pic.php)

Meditar ou tai chi pode aumentar a capacidade do cérebro para alternar entre diferentes tarefas. 
Image: Michael Carroll Fotografia / Thinkstock

Exercícios para o cérebro

Pode uma rotina de exercícios realmente ajudar a manter seus "músculos" mentais em boa forma?

(...)
Um programa típico para potencializar aptidão do cérebro incorpora o seguinte.
O exercício físico. "O exercício aumenta a atividade em regiões do cérebro que têm a ver com a função executiva e de memória e promove o crescimento de novas células cerebrais. Mas a maioria de nós não trabalha duro o suficiente para perceber o benefício. Você tem que empurrar-se e exige dedicação, monitorando sua freqüência cardíaca para uma determinada zona. é um ritmo cardíaco diferente para todos, e nós o supervisionamos ",  diz o neurologista Dr. Alvaro Pascual-Leone, diretor do Programa de cérebro Fit em Harvard-filiados Beth Israel Deaconess Medical Center..
Treinamento cognitivo. Este é o exercício de suas habilidades de pensamento que usa computador ou jogos de vídeo e empurra-o para afiar seus tempos de resposta e atenção. Funciona? "Estudos têm sido mistos. É difícil demonstrar que as áreas cerebrais melhoram apenas em um jogo, traduzindo para as atividades diárias", diz o Dr. Kirk Daffner, neurologista e editor médico da melhoria da memória Harvard Health Report especial.  "Sair-se bem em um jogo de computador não significa que você está melhorando. Se você fizer uma coisa, muitas vezes, você vai ficar melhor nesta uma coisa. Mas você quer ficar melhor na atividade diária, não apenas na clínica. Então ´é preciso conjugar as práticas", adverte Dr. Pascual-Leone.
Nutrição. Trata-se de uma consulta com um nutricionista para levar as pessoas em uma dieta mediterrânia, que parece promover a saúde do cérebro e diminuir o risco de desenvolver problemas de memória. A dieta apresenta grãos integrais, frutas e vegetais e gorduras saudáveis a partir de peixe (não contaminado), nozes e óleos. Adaptando a ingestão de calorias. "Há uma boa quantidade de pesquisas que sugerem que não comer o suficiente é ruim para o corpo e cérebro, mas comer em excesso também é uma coisa ruim. Assim, parece que comer tão pouco quanto possível para manter um peso saudável pode ajudar com a cognição", diz Dr. Pascual-Leone.
Sono melhor. "Pouco sono, ou sono de pouca qualidade pode prejudicar a cognição. A restauração do sono pode ajudar", diz Dr. Daffner. Programas de fitness do cérebro normalmente verificam se há causas subjacentes da perda de sono, como um efeito colateral de medicamentos, apneia do sono (quando uma das vias respiratórias bloqueadas durante o sono faz com que você pare de respirar periodicamente), ou uma bexiga hiperativa que interrompe o sono para várias idas ao banheiro.
Meditação. "A meditação ou exercícios como tai chi parece aumentar uma coisa chamada reserva cognitiva", diz Dr. Pascual-Leone. Essa é a capacidade do cérebro para alternar entre diferentes tarefas, alocar recursos e lidar com estressores inesperados de uma forma que nos torna mais capazes de lidar com a vida do dia a dia. "O aumento da reserva cognitiva pode permitir que o cérebro lide melhor com outros problemas neurológicos", diz Dr. Daffner.

Encontrar um programa

Hospitais e centros de pesquisa oferecem programas de aptidão do cérebro, e assim também ocorre em consultórios particulares. 


Meditação, Yoga, Reiki, caminhadas ao ar livre, boa qualidade de sono, alimentação saudável, fazer o que gosta. Tudo são ajudas de melhoria. Cuidado com promessas de curas. Importante é manter o menos de stress possível, viver o mais tranquilamente possível, aprender a gerenciar conflitos, aprender a valorizar o que se tem, se importar menos com o que dizem os outros. Acreditar mais em si, Apostar em seu taco!

Link deste artigo: http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/11/avalanche-medicamentosa-devido.html


Querendo, veja também o artigo completo sobre o estudo publicado em: The Lancet Psycriatryc 16,abril.2016
http://www.thelancet.com/journals/lanpsy/article/PIIS2215-0366(16)30024-4/fulltext
Declaração de interesses Declaramos interesses conflitantes (Título do Artigo: O aumento do tratamento da depressão e ansiedade: um retorno global sobre análise de investimentos)
Bloom, DE, Cafiero, E, Jané-Llopis, E et al. The global economic burden of noncommunicable diseases. World Economic Forum, Geneva; 2011
·         View in Article

United Nations. Transforming our world: the 2030 agenda for sustainable development. United Nations, New York; 2015

·         View in Article 


(Tradução livre: Marise Jalowitzki)


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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