quarta-feira, 16 de setembro de 2015

TDAH sem Ritalina - Com 20 dias de ritalina, meu filho estava sem forças pra brincar, comer, indo ao banheiro a todo instante, olhando pra gente chorando - Amo meu filho e isto não podia continuar





"Amo meu filho! Não importa se ele será tratorista, sanfoneiro, médico ou catedrático! Assim como acontece com tantas mães, eu também fiquei morrendo de medo quando a neurologista disse que se meu filho não tomasse a ritalina poderia ser um adulto frustrado profissional, emocional e socialmente. Que poderia se transformar num drogado, num alcoólatra, num adulto agressivo, que dificilmente seria feliz emocionalmente, pela falta de capacidade de prestar atenção nos outros. 

Entrei em pânico. E dei ritalina. E o que aconteceu? Com seis anos de idade e vinte dias de ritalina, meu filho estava prostrado no sofá da sala, sem forças para brincar, conversar, estudar, comer e todo o resto. Entregue a uma crise de ansiedade que o levava ao banheiro a cada minuto. Deprimido ao ponto de não poder olhar pra gente sem chorar. Sem forças nem pra ficar de pé. Era isso que queriam para meu filho? Em troca de alguns reais? Mandamos tudo isso a m.... (desculpe)." (Leda)





Do Livro TDAH Crianças que Desafiam
"Como acreditar que tudo, de um momento para outro, será resolvido com uma porção da 'Pílula da Obediência' que apenas funciona para que o aluno foque durante um curto espaço de tempo, sem que fique comprovado que tenha realmente aprendido?" (pág 11 e 12)







Por Marise Jalowitzki e Leda Mara Peruchi Trevisan
Publicado neste blog em 17.setembro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/09/tdah-sem-ritalina-com-20-dias-de.html


Em uma sociedade que tenta, a todo instante, moldar as nossas crianças para que caibam dentro do falido modelo social, receber um depoimento como o da Leda, contundente e, ao mesmo tempo, sereno e assumido, é revitalizante.

Resolvi transcrevê-lo, pois ele serve, com certeza, para que outras mães se encorajem e digam "Não!" aos psicotrópicos e a todas as tentativas de achatamento infantil.

Chega de roubar a infância de nossos pequenos!

Parabéns, Leda, e a todas as mães que enfrentam a pressão da escola, os pareceres ortodoxos de tantos médicos, a incompreensão de muitos familiares e amigos e, mesmo com tantas dificuldades, apostam em seus filhos, amam e respeitam!



  • Segue o texto da Leda Mara Peruchi Trevisan 

  • Marise e todos os companheiros deste blog... Tenho certeza de que todos vocês tem noção de como é a vida de uma pessoa que apresenta os sintomas-características de tdah e de sua família. 
  • Realmente, não é fácil! 
  • Tem dias que parece que nada está funcionando, seja com os tratamentos naturais como os psicotrópicos. Digo isso, porque já passamos pelos dois. 

  • Meu filho faz terapia com psicopedagoga e toma florais. O resultado, com ele tem sido muito melhor do que com o psicotrópico que tomou no começo do tratamento. Mas, posso dizer com segurança que o tratamento com florais tem trazido muito mais benefícios ao meu filho que a ritalina. 

  • Enfim, o que quero realmente dizer é que poder contar com as informações e os depoimentos deste blog, para mim, é um bálsamo. 
  • Eu acredito cegamente que nossos filhos são preciosidades que Deus confiou a nós. Eu não consigo mudar nem a minha própria personalidade, e nem quero. Como posso querer mudar a personalidade deste serzinho que Deus confiou a mim, como mãe? 
  • Amo meu filho do jeito que ele é, com suas peraltices, com toda a sua energia, mesmo que eu tenha chamá-lo quinzes vezes até que ele me escute. Não quero que ele mude, nada. 


  • Quero apenas que ele seja feliz. 
    Não me importa se ele será tratorista, sanfoneiro, médico ou um catedrático... 

  • Meu filho é um valente, muito mais que eu. 
  • É um guerreiro, muito mais incansável que eu (rsrsrsrs). 
  • E é um anjo, não tenho dúvidas, é só olhar nos olhinhos dele pra ver. Nasceu sem asas, mas com turbinas, sim! 
  • Não quero um robozinho, quero o meu filho do jeitinho que ele é. 
  • Obrigada por nos ajudar. Não estaremos sozinhas enquanto tivermos pessoas como você ao nosso lado.

Eu considero que os filhos são obras de arte de Deus! Esculturas lindíssimas e perfeitas, da forma que são. O problema é que quando chegam até nós o barro ainda não está seco e precisamos dar uns retoquezinhos. Aí, se não agir com cuidado e responsabilidade, estragamos tudo. O melhor caminho pra todos os desafios é por o amor que temos aos nossos filhos na frente de tudo. Sem ser permissivos, bobocas, mas onde está o erro em sermos amorosos???? Saiu de moda?

Quero meu filho do jeito que ele é: elétrico, esperto, rápido, inquieto, 
- que lê de soquinhos e não tem paciência para escrever, 
- que faz contas de cabeça e completa as explicações da professora, 
- que tem abraço de filho e olhar de anjo, de turbinas... 



O que ouvi da neurologista


Assim como acontece com tantas mães, eu também fiquei morrendo de medo quando a neurologista disse que se meu filho não tomasse a ritalina poderia ser um adulto frustrado profissional, emocional e socialmente. Que poderia se transformar num drogado, num alcoólatra, num adulto agressivo, que dificilmente seria feliz emocionalmente, pela falta de capacidade de prestar atenção nos outros. 

Entrei em pânico. E dei ritalina. E o que aconteceu? Com seis anos de idade e vinte dias de ritalina, meu filho estava prostrado no sofá da sala, sem forças para brincar, conversar, estudar, comer e todo o resto. Entregue a uma crise de ansiedade que o levava ao banheiro a cada minuto. Deprimido ao ponto de não poder olhar pra gente sem chorar. Sem forças nem pra ficar de pé. Era isso que queriam para meu filho? Em troca de alguns reais? Mandamos tudo isso a m.... (desculpe). 

Não quero meu filho prostrado no sofá da sala o dia inteiro, sem comer, sem dormir, indo tentar fazer xixi a cada 2 minutos, tendo que ser amparado pelo pai, enquanto a mãe dá banho, que tem que dormir ao meu lado, agarrado à minha mão. 

Esse não é o meu filho, mas esse era o filho que o psicotrópico queria que eu tivesse. E eu me recuso. Ninguém vai transformar meu filho numa "coisa" que ele não é. E cada vez mais inventam outros meios de enfiarem essas DROGAS nos nossos filhos. 

Os pais precisam procurar mais informação antes de aderirem a esses tratamentos tão, eu diria, cruéis. Hoje me sinto indignada com a postura daquela "médica" tenho vontade de mandar ela tomar ritalina. Mas eu nunca tinha ouvido falar nada sobre TDAH, ritalina, transtornos, psicopedagoga... Tudo isso era muito novo pra mim. Mas a gente precisa ter olhos abertos para o que é melhor para as crianças, não para o que é mais fácil pra gente. 

 Então, o que pesou na minha escolha, foi o bem estar do meu filho, não o meu. 


As providências

Hoje são dois dias de terapia por semana, que tenho que deslocar de minha cidade (pagas, diga-se de passagem), dois dias de natação por semana (pagos também), florais (igualmente pagos), são no mínimo duas ou três horas por dia para o dever de casa... 

Mas, meu filho é feliz! É o mesmo de sempre, inquieto e esperto, não deprimido e apático como estava. 


A posição frente à realidade
Minha posição não é de afronta, mas de defesa. E minha tese se pauta na minha vida, na minha experiência, que pode ser muito diferente de outros. 

Não quero ofender ou convencer quem quer que seja, não me parece o caso, quero apenas expor o meu ponto de vista, em defender que os pais conheçam a eficácia de outros de tipos de ajuda ao TDAH que não sejam as drogas sintéticas. 


Amor como a melhor resposta 
Não é minha intenção comover ninguém não, tá! Mas, entendo que o mundo precisa URGENTE de pessoas que amem e digam isso! Que sejam capazes de amar o outro mais que a si mesmos. Diga-se de passagem, que neste caso o 'outro' são nossos filhos
Saiu de moda os pais doarem a vida pelos filhos. É tanto egoísmo, tanto individualismo que chega a me assustar. Se perdemos a capacidade de amar nossos próprios filhos, a quem amaremos sinceramente?

Um abraço!


Leda Mara Peruchi Trevisan - Bióloga, Professora, formada pelo Centro Universitário de Araraquara, especialização em Educação Ambiental pela USP – Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo



"Características infantis como desobedecer, reclamar, gritar, brigar, esconder, mentir, coisas que todos fizemos e continuamos fazendo, também enquanto adultos e maduros, agora passaram a ser vistas como distúrbios e tratadas farmacologicamente. Simples demais pra ser verdade!. O limite entre o normal e o anormal nunca foi tão tênue." (pág 11 - Livro TDAH Crianças que Desafiam)


Querendo, leia mais:





TDAH - Você é contra o uso de remédios?


Por Marise Jalowitzki
25.junho.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/06/tdah-voce-e-contra-o-uso-de-remedios.html









Contato, carinho, toque é e sempre foi saudável, produz
ocitocina, o hormônio do bem estar

TDAH - Massagem com óleo de Camomila

Por Marise Jalowitzki






 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

blogs:


Livro TDAH Crianças que Desafiam - Marise Jalowitzki
Para adquirir, clique aqui 

LIVRO

TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM

COMO LIDAR COM O DÉFICIT DE ATENÇÃO E A HIPERATIVIDADE NA ESCOLA E NA FAMÍLIA



Nenhum comentário:

Postar um comentário