sexta-feira, 22 de julho de 2016

TDAH - Testes de Visão, PAC - Processamento Auditivo Central, exames cardiológicos




TDAH - Testes de Visão, PAC - Processamento Auditivo Central, exames cardiológicos


Por Marise Jalowitzki


Uma amiga pergunta o que é PAC. PAC significa processamento auditivo central e é o conjunto de habilidades no campo da escuta, necessárias para que cada um de nós compreenda as mensagens. Sempre que há um distúrbio nesta interpretação que o cérebro faz do som escutado, claro, há distorção no entendimento-assimilação. Daí, os especialistas diagnosticam um possível DPAC (Distúrbio do processamento auditivo central) e a criança é encaminhada para tratamento com fonoaudióloga.
Como no universo infantil podem ser várias as causas que levam uma criança a ser categorizada como "dispersa", "desatenta", etc. é imprescindível que antes de rotular como tdah os médicos precisam avaliar a existencia de todas as possíveis causas, o que inclui a audição e a visão.
No caso da visão, exames oftalmológicos são efetuados e a criança pode passar a usar óculos ou até mesmo ser submetida a uma cirurgia de correção, acabando com o problema da "desatenção", de não concluir as tarefas, etc.
É sempre bem difícil para a criança identificar e relatar para os pais o que, realmente, está sentindo, passando, percebendo, ouvindo, vendo. Cabe ao adulto a tarefa de extrair todas as possibilidades antes de aceitar que um rótulo seja impingido ao pequeno.
Da mesma forma, mesmo quando o diagnóstico é fechado - e o médico e os pais optam pelo tratamento medicamentoso com psicotrópicos - , imprescindível realizar exames cardiológicos para saber se não existe uma predisposição que pode acarretar problemas sérios. Este exame (ECG - Eletrocardiograma) é necessário que seja repetido periodicamente, pois muitos psicotrópicos desencadeiam este perigoso efeito colateral, especialmente em crianças. Melhor sempre consultar um neuropediatra homeopata, para receber medicamentos homeopáticos, florais ou fitoterápicos, eliminando os riscos dos efeitos colaterais danosos.
Fico impressionada como TANTOS médicos ainda ousam receitar psicotrópicos em uma primeira consulta, sem averiguar todas estas variáveis!!!

Exames que toda mãe precisa exigir do médico de seu filho antes de receber prescrição medicamentosa. Lembrando que a terapia psicológica é a intervenção mais recomendada, a primeira abordagem.

Querendo, leia também:


""Insuficiência Coronária Aguda devido a Doença Isquêmica do Coração
devido ao uso a longo prazo de metilfenidato (Ritalina)"- Ritalin, em inglês.
 
Dr. Ljuba Dragovic, o Chefe Patologista de Oakland County, Michigan



Por Marise Jalowitzki
17.novembro.2014
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/11/protocolo-de-autopsia-morte-do-menino.html









Sertralina - Zoloft e todos os antidepressivos - Riscos de Suicídio ou Suicidalidade, especialmente até os 25 anos



Por Marise Jalowitzki






Caso seu filhote já esteja na medicação continuada dos medicamentos controlados, e você está pensando em parar, não suspenda por conta própria. Leia este lembrete:


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
Déficit de Atenção e Hiperatividade




quinta-feira, 14 de julho de 2016

TDAH, Bipolar, Agressividade e Depressão - o Coquetel de Psicotrópicos em Crianças - Uso Off-label


"Por que alguém com transtorno de ansiedade ou com TOC, sem relação alguma com depressão, após medicado por mais de 6 semanas, e, interrompendo o tratamento, tem os mesmos sinais de abstinencia que uma pessoa depressiva?"
(
 Peter C. Gotzsche, MD - Diretor do Nordic Cochrane Center - Professor e Coordenador de Projetos de Pesquisa da Universidade de Copenhagen - Denmark -autor de "Deadly Medicine and Organised" - Medicina Mortal e Organizada)



Por Marise Jalowitzki
14.julho.2016
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/07/tdah-bipolar-agressividade-e-depressao.html

Sempre fico impactada quando recebo um relato de supermedicação em crianças. É MUITO medicamento pesado para um corpinho assim novinho!!! Considero um crime, uma agressão fazer tantos experimentos, sem nem avisar a mãe de todos os riscos que um pequeno corpo em formação corre ao ingerir este coquetel. 

Continuo pleiteando muito para que tenhamos um orgão, no Brasil. onde, a exemplo dos EUA, os cidadãos (pacientes ou seus familiares) possam se queixar (e processar) especialistas e-ou laboratórios, sempre que se sentirem lesados, ainda que "apenas" por falta de informação fidedigna. 

TDAH é uma situação tão complexa que, para quem quer efetivamente fazer diferente, imprescindível a leitura. Tem de entender para saber o que fazer. Tem de entender SEU FILHO, conhecê-lo, dispor-se a ouvir, a sentir, para indicar alguns caminhos.

Sim, bem difícil neste nosso mundão que nos ensinou a apenas "pegar-nas-prateleiras-e-consumir", a "chegar-no-balcão-da-farmácia-pedir-pagar-levar-e-ingerir"... não, não é fácil alterar este estado de coisas. Só para quem efetivamente quer, para quem efetivamente se interessa, para quem efetivamente AMA o Amor Incondicional!!!

Surpreendo-me sempre de novo e de novo com os casos de supermedicação, onde mães parecem meio sonambúlicas, sem nem se dar conta do que estão fazendo com seus pequenos. A mãe parece não se dar conta do que está fazendo com a cabecinha em formação, cérebro em desenvolvimento, de um pimpolho que ela ama tanto!

Agressividade todos temos, uns mais, outros menos. Até os 3 anos a crianças costuma expressar sua contrariedade com mordidas, puxões de cabelo, empurrões e tapas. Jogar coisas ou mesmo se morder ou bater sua cabeça. Cabe ao adulto não se desequilibrar com isto, entender esta fase, explicar com firmeza e tranquilidade e oferecer um ambiente de respeito, sereno e acolhedor. A criança vai entendendo que a vida não precisa ser levada como um campo de conflito, até porque não vivencia este cenário, portanto, não é exigida em situações tensas. 


O caso ora em pauta começou cedo e com situações domésticas de agressividade. Em contato com médico, durante quatro anos de tratamento com neuropediatra, a criança tomou
risperidona e concerta 18mg para "tratar tdah". Depois de um tempo a médica retirou risperidona e a criança, além do concerta, passou a tomar também carbamazepina (proibido para crianças e jovens com menos de 18 anos e não aprovado para tratar déficit de atenção...uso off-label, isto éfora das indicações para o que foi aprovado - sertralina e depakote, pois passou a receber diagnóstico (além de tdah) também de bipolar (pura consequencia dos efeitos colaterais dos psicotrópicos em tratamento longo). Com todo este coquetel químico, a criança começou a ter surtos e a neuro lavou as mãos: "O problema não é mais comigo, não é problema neurológico, o problema de seu filho é psiquiátrico!" ... só descobriu isso após 4 anos de administração de psicofármacos? COMO a neurologista foi capaz de tratar por um longo período, com tantos psicofármacos e, agora, que a criança já está nas chamadas "comorbidades"  (que nada mais são que os efeitos colaterais dos psicotrópicos e as interações entre eles), ela simplesmente se retira e encaminha ao psiquiatra (que vai continuar os experimentos)???. 

Na primeira ida ao psiquiatra, este receitou quitiapina, aumentando gradativamente a dose para até 200mg. Nenhum efeito "benéfico" no quadro, o psiquiatra então receitou lítio ou invega, que tem o mesmo princípio ativo da risperidona!!! ou seja... até onde vai isso??

Felizmente, a mãe despertou em sua surda confiança em apenas acatar o que dizem e recomendam os médicos e resolveu procurar as outras medicinas. Agora está tentando florais e homeopatia. Não será um caminho fácil a ser percorrido pois, juntando a todo o coquetel medicamentoso em um corpinho em desenvolvimento, a criança está chegando à puberdade, onde tudo é "remexido" e potencializado.

Não foi fácil colocar tudo isto para a mãe, que pede florais para "substituir" os psicofármacos. Não será assim! Nunca é! Florais são para quem nunca tomou psicotrópicos ou, em fazendo uso de psicotrópicos, precisa ser um uso conjunto, diminuindo gradativamente os psicofármacos. Com monitoramento médico.

Triste situação!

Lembro do Dr.Peter C. Gotzsche - Universidade de Copenhagen - Denmark - 
quando perguntado em uma de suas palestras sobre o que fazer para suspender os psicotrópicos. Ele disse:
"Eu nunca usaria nenhum deles em mim! Não teria coragem! Deve-se usar o mínimo possível. A caminhada é longa e os médicos precisam esclarecer os pacientes disso. É como a tentativa de parar de tomar drogas ilícitas!" (leia AQUI)



Enquanto isso, a criança tem crises de choro ao arremessar coisas - diz a mãe - e pede para a mãe ajudá-la a não ser assim agressiva!!

Quando este cenário vai mudar para melhor??? Depende de cada pai, de cada mãe, de termos mais e mais especialistas criteriosos, de termos professores e orientadores pedagógicos mais compreensivos e menos ortodoxos...

Que as mães e pais tenham Força e Perseverança para continuar abrindo caminho em meio a tanta medicalização e continuem promovendo um mundo cada vez mais saudável para seus filhotes!!!



Sobre metilfenidato (ritalina, concerta, aderall e outros), também venvanse:

O menino Matthew Smith foi apenas 1 entre as 186 crianças que morreram pelo uso de tarja preta, apontados em um levantamento feito nos EUA (1990-2000). No Brasil não temos este tipo de estatísticas, embora sejamos o 2º maior consumidor do mundo de metilfenidato (Ritalina, Ritalina LA e Concerta), informação divulgada pela ANVISA (que não inclui todo o mercado clandestino). Leia mais AQUI

Protocolo de Autópsia - Morte do Menino Matthew devido ao uso prolongado de Ritalina


" O que é importante notar aqui é que Matthew não tinha qualquer condição cardíaca pré-existente ou defeito." (Heather Smith - Pai de Matthew)



POSIÇÃO DO SUS sobre carbamazepina - oxcarbamazepina - Uso off-label (fora das indicações para o que foi aprovado):

"A Oxcarbamazepina é um derivado natural da Carbamazepina, sendo consenso que este fármaco apresenta o mesmo mecanismo de ação da Carbamazepina (inibição dos canais de sódio e dos canais de cálcio) e é usado nas mesmas condições clínicas, não existindo diferenças consistentes entre ambas. Evidências científicas não sugerem superioridade de uma em relação à outra. A carbamazepina esta listada na Relação Nacional de Medicamentos Essenciais(Rename)."

"A oxcarbamazepina é um anticonvulsivante, indicado no controle de diversas crises epiléticas e com indicação secundária no tratamento de transtorno afetivo bipolar e dor neuropática. Não existe nenhuma comprovação científica referente à indicação de oxcarbamazepina no tratamento de déficit de atenção com hiperatividade e seu uso com esta finalidade não é aprovado pela ANVISA e nem pela FDA (Food and Drug Administration – US)." (Tribunal de Justiça de Minas Gerais - 2013)
(Convém ressaltar que o uso fora das indicações de bula, isto é, uso terapêutico não autorizado, significa que a ANVISA não reconhece como uso seguro e/ou eficaz.) Querendo, leia mais aqui:  

TDAH - Oxcarbazepina NÃO É LIBERADA no Brasil para tratamento de déficit de atenção



Defenda-se! Denuncie!

Direitos do Cidadão - Amparo Judicial frente a Erros Médicos, Tratamentos e-ou Efeitos Colaterais de Medicamentos - Balança da Justiça - TDAH e outros transtornos - Você pode e deve Procurar seus Direitos como Cidadão e Consumidor 
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/10/direitos-do-cidadao-amparo-judicial.html



















Publicado também aqui: http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2016/07/tdah-bipolar-agressividade-e-depressao.html


Caso seu filhote já esteja na medicação continuada dos medicamentos controlados, e você está pensando em parar, não suspenda por conta própria. Leia este lembrete:


 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista.Especialista em Desenvolvimento Humano, defensora de uma infância saudável, antimedicalização. Escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 
blogs:
www.compromissoconsciente.blogspot.com.br


LIVRO TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM
Informações, esclarecimentos, denúncias, relatos e dicas práticas de como lidar 
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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Exitoso Projeto em Boa Vista, Roraima - Família que Acolhe - Escola de Pais - Universidade do Bebê

Ação efetiva - Projeto Família Que Acolhe contempla condições amplas para o desenvolvimento integral da criança, desde os 0 aos 6 anos

Ações desta natureza precisam ser disseminadas em cada município brasileiro!
Divulgue!



(publicado neste blog em 14.julho.2016)
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2016/07/exitoso-projeto-em-boa-vista-roraima.html

Uma sofisticada política pública de proteção à primeira infância – do ventre materno até os 6 anos. Assim é o Família que Acolhe, programa que foi transformado em lei em 2013 e que garante direitos, implementa e transcende o que existe de mais avançado no setor.

O FQA integrou todos os serviços básicos necessários para mãe e filho, garantindo de uma só vez a marcação e acompanhamento de todas as consultas, exames e procedimentos médicos. Ao mesmo tempo, desburocratizou o acesso à educação – antes mesmo do nascimento, a criança já tem sua matrícula efetivada na creche e na escola até os 6 anos de idade, quando inicia o Ensino Fundamental.

Com base no conceito de uma “escola de pais”, na sede do FQA foi criada a Universidade do Bebê. Lá, as gestantes, novas mães e seus familiares se encontram com profissionais e têm acesso a informações sobre o desenvolvimento psicossocial das crianças. As famílias também participam de oficinas de musicalização, coral e leitura. 

O Família que Acolhe atende, atualmente, mais de 3 mil mães, mas caminha para ampliar este número para 5 mil ainda em 2016. O FQA é multissetorial, gerido pelo gabinete da prefeita e secretários de Gestão Social, Saúde, Educação, Comunicação e Finanças, que participam do projeto ativamente, garantindo a integração dos serviços.  Uma das metas do FQA é promover o hábito da leitura desde o berço, fundamental para o desenvolvimento psicossocial da criança.

http://www.boavista.rr.gov.br/canal-do-cidadao-projetos/familia-que-acolhe-fqa


LEIA TAMBÉM:
Importante video para entender a abrangencia da Lei
recém aprovada. Na foto: Rubens Bias (e) entrevista
Fábio Paes, presidente do CONANDA -
Conselho Nacional de Direitos da Criança e Adolescente

12.julho.2016


Querendo, leia também:

TDAH - Diário Oficial publica Resolução do CONANDA sobre o direito de crianças e adolescentes a não serem excessivamente medicalizadas - Por Rubens Bias

Art. 2º A criança e o adolescente têm direito à proteção integral, particularmente ao acesso a alternativas não medicalizantes para seus problemas de aprendizagem, comportamento e disciplina que levem em conta aspectos pedagógicos, sociais, culturais, emocionais e étnicos, e que envolvam a família, profissionais responsáveis pelos cuidados de crianças e adolescentes e a comunidade. RESOLUÇÃO Nº 177, DE 11 DE DEZEMBRO DE 2015




E mais: