sexta-feira, 30 de outubro de 2015

61ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE - A maior Feira do Livro a céu aberto das Américas



61ª FEIRA DO LIVRO DE PORTO ALEGRE - A maior Feira do Livro a céu aberto das Américas





De 30 de Outubro a 15 de Novembro.2015

Praça da Alfândega - Centro de Porto Alegre - RS - Brasil


Pontos de Venda do Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM


Video:

61ª Feira do Livro - Livros ajudam a pensar

https://www.youtube.com/watch?v=4SXCYbWiYL0








2015










Livraria Mundial - Pelotas - RS

Livraria Dali - Zona Norte - Assis Brasil - Porto Alegre



Livraria Palmarinca, uma das mais tradicionais de Porto Alegre 








Praça da Alfândega - Centro de Porto Alegre - Tempo de Feira do Livro













Meus outros Livros: AJR e Sulina

 






terça-feira, 27 de outubro de 2015

DNA de uma Criança pode ser afetado permanentemente devido ao estresse e à violência




Violência e Estresse - Imagem Instituto Nacional de Saúde



Como fica a criança que é submetida à pressão, à humilhação, à exposição e cobrança constantes, seja na escola, pela professora-orientadora, seja pelo bullying dos coleguinhas, seja pela exigencia dos pais pressionados?




Por Justine Alford
Tradução livre: Marise Jalowitzki
publicado neste blog em 27.outubro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/10/dna-de-uma-crianca-pode-ser-afetado.html

Uma equipe de pesquisadores na Escola de Medicina da Universidade de Tulane descobriu que a exposição à violência ou outros eventos traumáticos no seio da família durante a infância pode deixar marcas permanentes em trechos de DNA, chamados telômeros.

Este estudo contribui para o crescente corpo de evidências de que ambientes domésticos estressantes podem afetar permanentemente cromossomos. O trabalho foi publicado na revista Pediatrics.
Os telômeros são sequências repetitivas de DNA encontradaS na extremidade dos cromossomas que atuam como tampas de proteção, impedindo que os cromossomas se colem em conjunto ou se degradem, o que pode conduzir ambos à morte celular. Os telómeros podem ser pensados como uma espécie de temporizador celular; como eles encurtam um pouco a cada vez que uma célula se replica até que atinjam um ponto limite. Após este ponto limite a célula já não se replica. O comprimento Telômero tem sido associado a uma variedade de doenças, onde telómeros mais curtos têm sido associados a um maior risco para doenças do coração, diabetes, declínio cognitivo e doença mental, para citar alguns.
A fim de promover o nosso conhecimento de como os eventos adversos durante a infância podem impactar negativamente a saúde, pesquisadores da Universidade de Tulane investigaram as ligações entre a exposição a eventos perturbadores ou violentos e comprimento dos telômeros na juventude.
80 crianças com idades entre 5-15 foram recrutadas em Nova Orleans e os dados foram reunidos através de entrevistas com os pais, relatando a exposição em eventos traumáticos ocorridos em ambiente familiar. A equipe, então, levou amostras das crianças, analisando ​​o comprimento dos telômeros. Depois de controlar outros fatores sociodemográficos, a equipe encontrou uma associação entre a exposição à violência familiar ou ruptura familiar e comprimento dos telômeros. Mais especificamente, eles descobriram que o comprimento dos telômeros foi significativamente menor em crianças que foram expostas a eventos adversos dentro da família como a violência doméstica, suicídio ou encarceramento, quando comparados com as crianças de famílias mais estáveis.
Além disso, os pesquisadores descobriram diferenças entre meninas e meninos. Em particular, eles descobriram que esses eventos traumáticos eram mais prováveis ​​de afetar o comprimento dos telômeros em meninas. Eles também descobriram que havia um efeito protetor para os meninos se a mãe era bem-educada, como também uma associação positiva entre o comprimento dos telômeros e educação da mãe, mas esta foi apenas aparente em meninos com idade inferior a 10.
"Estressores em nível familiar, como testemunhar um membro da família se machucar, criou um ambiente que afetou o DNA dentro das células dos filhos". O autor principal, Dr. Stacy Drury disse em uma-nota de imprensa: "Quanto maior o número de exposições essas crianças tiveram, menores são seus telômeros - e este resultado foi gerado após o controle de muitos outros fatores, incluindo o status socioeconômico, escolaridade materna, idade parental e idade da criança."
Este foi o segundo estudo publicado em 2014, o que demonstra que ambientes domésticos estressantes e comprimento dos telômeros estão ligados. Em abril, um relatório em PNAS descobriu que crianças que crescem em lares pobres e instáveis ​​tinham telômeros mais curtos do que crianças criadas em famílias nutridas e estáveis.
De acordo com Drury, este estudo destaca o fato de que o ambiente familiar é um importante alvo de intervenção para reduzir os impactos biológicos com duração de adversidade na infância.


FonteS: IFLSCIENCE (jun.2014) , TULANE-EDU , NATURE , THE CIENTIST , NCBI-NLM-NIH





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 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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sábado, 24 de outubro de 2015

Bate-papo sobre Florais de Bach - Encontrando as melhores essências para seu filho

Essência Larch - dissolve o sentimento de inferioridade e o medo do fracasso - e é um dos florais específicos para déficit de atenção.





Por Marise Jalowitzki
24.outubro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/10/bate-papo-sobre-florais-de-bach.html

Considerando tantos depoimentos recebidos, de melhoria do quadro nos pequenos, vamos ampliar o tema.

Antes de tudo, quero dirigir-me às mamães que iniciaram o uso com seus pequenos e viram melhoras em alguns campos e, noutros, não. Repito: Mamães, persistam. Tentem até encontrar, junto com o(a) terapeuta, as melhores essências. Continuem tentando, até encontrar os florais ajustados ao caso de seus pimpolhos. Cada um de nós é um universo, com reações de acordo com a visão que cada serzinho fez de suas experiências vividas. Esta interpretação é única. Cada um reage de alguma forma.

Para os que já fazem uso da medicação alopática (psicotrópicos), converse com o neurologista. Os Florais podem ser usados como adjuvantes ao tratamento convencional e, na medida em que as mudanças positivas acontecem, podem possibilitar a redução e, em alguns casos, até mesmo a supressão do tarja preta. Temos vários relatos neste sentido.



O Rescue Remedy é considerado o "coringa" dentre os florais, pois ele contempla muitas reações de situações que todos conhecemos:  O Rescue, como o próprio nome diz, é o floral das emergências. O efeito de cada flor no Rescue Remedy:

Rock Rose


Este floral atua nos casos de pânico, que paralisam corpo e mente, estados de medo tão intensos que nos deixam sem reação. Situações em que a pessoa pode vir até a desmaiar ou perder as forças . É o floral da coragem.


Impatiens

É o remédio para dor – especialmente os quadros agudos, como uma dor de dente ou a dor do parto. Aumenta o limiar de tolerância à dor e ao estresse.


Clematis

É o floral usado para restaurar a consciência, o equilíbrio, que pode ou não ter sido alterado devido à dor intensa.


Cherry Plum

Esse remédio é indicado para situações em que a pessoa está a beira de perder o controle, é muito indicado em casos de histeria, sob pressão extrema ou medo extremo, auxiliando a se manter equilibrada e centrada.


Star of Bethlehem

Este floral é indicado para situações de traumas e choques, sendo fundamental na fórmula do Rescue Remedy. Ele auxilia a sair do quadro em que se formou a situação limite, liberando a memória e dando ânimo para seguir em frente.

Pode ser, sim, um adjuvante ao tratamento já iniciado na alopatia, e, à medida que vai mostrando os efeitos, o médico que acompanha pode indicar a diminuição gradativa dos psicotrópicos.

E por que em crianças costuma dar tão certo, e em curto espaço de tempo?
De acordo com Maria Aparecida das Neves, terapeuta floral e educadora na Fundação Dr. Edward Bach,  a vantagem do uso de florais em crianças, em relação aos adultos, é que elas têm menos "resistências". "O objetivo dos florais é chegar à essência original do indivíduo, que se perde ao longo dos anos. Acontecimentos durante a vida podem ter levado a pessoa a criar 'defesas' que resultam nos conflitos emocionais. As crianças, assim, estão mais próximas dessa essência".

Os adultos já criaram tantos mecanismos de defesa, o chamado "efeito cebola", que é mais difícil de chegar ao âmago da questão que originou o desequilíbrio. Sem esses conflitos emocionais que levam ao chamado "efeito cebola" no adulto, as crianças podem apresentar comportamentos que prejudicam, principalmente, o rendimento escolar. É preciso tentar descobrir no filhote, seja nos diálogos parceiros em casa, como na terapia psicológica, quais os reais motivos da agitação.

Assim, quando dizemos "ele é agitado", esta agitação pode ter várias causas: medo de errar, medo de ser exposto, falta de segurança (ele pode pensar, até mesmo subconscientemente: "melhor seria estar em casa, com a proteção da mãe!"...) - Neste caso, o Mimulus - que pode ser manipulado sozinho ou em um composto (tem no Rescue) vai ajudar, pois lida com medos de origem conhecida.

Dr. Edward Bach dividiu as 38 essências em 7 principais grupos, para lidar com os diferentes estados emocionais. Estes estados abrangem, por exemplo, a solidão, o medo, insegurança, falta de interesse no presente ( desânimo), hipersensibilidade (às opiniões e influências dos outros), desespero (vontade de fugir, etc.) e controladores (os que gritam, pulam, os chamados "reizinhos", etc.).

Esta flor da imagem, por exemplo, é a essência Larch - dissolve o sentimento de inferioridade e o medo do fracasso - e é um dos florais específicos para déficit de atenção.

Há mães que relatam: "Eu fui falando e a terapeuta ia escolhendo, na minha frente, algumas das essências, misturou e me entregou o frasco." OK, não está incorreto. Mas, considero bastante importante que a mamãe saiba quais as essências que está levando para administrar em seu filhote, procure ler e se inteirar, para poder dialogar se considera que algum outro possa auxiliar de forma mais certeira. Não se trata de duvidar do terapeuta floral e, sim, de interagir no processo de melhoria. A influência da mãe é relevante e precisa ser considerada, sempre.




Formatos disponíveis no mercado



Líquido diluido em brandy - (álcool 12% usado como conservante) - como costuma ser aplicado em gotinhas sublinguais, cuidar quando se tratar de crianças pequenas (melhor após os 7 anos,  em media, dependendo do físico e saúde em geral), pois podem haver sensibilizações. Caso não houver outra alternativa, diluir as gotinhas em meio copo d'água e mexer bem com uma colherinha, preferencialmente de nylon. Ajuda a evaporar o álcool. Armazenar em local seco e com pouca luz. Tem, em média, uma duração de 3 meses.

- Líquido diluído em glicerina - nem sempre encontrado nas farmácias, guarda do mesmo jeito que o diluído em brandy. Como há pessoas sensíveis aos produtos de origem animal, a glicerina, geralmente extraída de bovinos e outros, pode trazer alguma alergia. Convém observar e, neste caso, optar por outra alternativa. Mesma duração que o anterior.

- Líquido diluído em água destilada - é o melhor para crianças pequenas (até 7 anos, em media, dependendo do físico e saúde em geral). Como não tem nenhum conservante, sua duração é de 15 dias e precisa ser armazenado na geladeira, no meio do eletrodoméstico.

- Pastilhas - são usualmente bem recebidas pelos jovens. Não recomendável para crianças pequenas.
- Cremes - quando aceitos, os cremes podem ser passados em qualquer lugar, especialmente pelas meninas, como se fosse um tratamento dérmico. Já os garotos costumam não receber muito bem esta modalidade.

- Sprays para ambiente - cada vez mais usado, especialmente no lar, na hora de estudar e-ou fazer as tarefas da escola. Também na hora de dormir. Só borrifar.

Quando não é possivel administrar o floral via oral, em casos de inconsciência, por exemplo, ou quando a criança (ou pessoa de qualquer idade) mostrar-se muito tensa, pode-se aplicar sobre os lábios, atrás da orelha e na parte interna dos pulsos e na nuca. A aplicação na face também causa intenso resultado, pois atua rapidamente, reequilibrando e organizando o estado emocional.


Pode-se colocar 15 gotas do rescue Remedy em um borrifador e aplicar no ambiente, atuando sobre a atmosfera e ambiente onde ocorre a tensão, agindo, desta forma, sobre um grupo de pessoas, caso seja necessário.

Em creme, geralmente tem adicionado o Crab Apple (usado para limpeza física e emocional). É utilizado em situações agudas, como picadas de insetos, queimaduras, contusões, dores locais, etc. Ou crônicas, como problemas de pele, pós cirúrgico e etc.

Para os dias de avaliação (provas) das crianças e jovens, por exemplo, os pais também podem passar na parte interna dos pulsos e nuca. Lugares de grande afluência de arterias e nervos, locais de grande fluxo sanguíneo e nervoso. Proporciona alívio rápido.


DOSAGEM

Geralmente, 4 a 5 gotas de floral, 4 vezes ao dia, sublingual. Mas, no caso do Rescue, dependendo da situação, pode-se tomar de hora em hora ou até mesmo a cada quinze minutos, ou de cinco em cinco, dependendo da gravidade. É bom estar atento, pois há situações em que há necessidade de outros elementos de apoio, como amparo médico ou psicológico.


Mais sobre Florais:


TDAH e Florais 


Agrimony - Como a planta pode ajudar o ser humano: “A lição da planta é permitir que você mantenha a paz na presença de todas as provações e dificuldades, até que ninguém tenha o poder de lhe causar irritação.”



Por Marise Jalowitzki
05.março.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/03/tdah-e-florais.html
Linkedin: https://www.linkedin.com/pulse/article/tdah-toc-e-florais-marise-jalowitzki/edit 

"As 38 plantas curam suave mas efetivamente, e como não existem plantas venenosas entre elas não existe nem o medo nem a possibilidade de tomar uma sobredose ou de estar sujeito aos riscos de uma prescrição incorreta."
- Nora Weeks, As Descobertas Médicas de Dr. Edward Bach Médico







 Marise Jalowitzki é educadora, escritora, blogueira e colunista. Palestrante Internacional, certificada pelo IFTDO - Institute of Federations of Training and Development, com sede na Virginia-USA. Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela Fundação Getúlio Vargas. Criou e coordenou cursos de Formação de Facilitadores - níveis fundamental e master. Coordenou oficinas em congressos, eventos de desenvolvimento humano em instituições nacionais e internacionais, escolas, empresas, grupos de apoio, instituições hospitalares e religiosas por mais de duas décadas Autora de diversos livros, todos voltados ao desenvolvimento humano saudável. marisejalowitzki@gmail.com 

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quarta-feira, 21 de outubro de 2015

TDAH - Governo quer protocolo para conter uso de Ritalina por crianças

Receitas ou psicotrópicos, tudo à venda ilegalmente na web



TDAH - Governo quer protocolo para conter uso de Ritalina por crianças  


Por Marise Jalowitzki
21.outubro.2015
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/10/tdah-governo-quer-protocolo-para-conter.html

O artigo-entrevista da Natalia Cancian, publicado no dia de hoje no Jornal Folha de São Paulo, é relevante. A grande midia falando sobre, ouvindo critérios de órgãos governamentais, tem seu valor! Percebo, também, de grande importância o passo que o governo está dando, e, em especial, já comprovando que a avaliação de uma equipe multiprofissional (em duas cidades paulistas) diminui significativamente a demanda no uso do psicotrópico. 

"O Ministério da Saúde recomendou a Estados e municípios aumentar o controle sobre a prescrição e a distribuição de um medicamento indicado para tratar crianças e adolescentes com déficit de atenção e-ou hiperatividade.

O documento visa coibir um possível abuso de metilfenidato, conhecido pelo nome de Ritalina e Concerta e evitar a "medicação excessiva" de crianças."

A ação é louvável e já está atrasada! Agora, como acontecerá isto? 

Obs.: Ritalina e Concerta não são "remédios" - como consta na Folha, pois não foram feitos para "curar". São medicamentos. Química com efeito temporal para o fim específico. Metilfenidato não é distribuído pelo SUS (governo federal). Assim, os dados obtidos, que mostram a redução no consumo, disponíveis apenas do que os municípios distribuem com verba específica. 

"Em São Paulo, a adoção do protocolo, no ano passado, reduziu o consumo do remédio na rede pública: de 54 mil comprimidos distribuídos em setembro de 2014 para 25 mil no mesmo mês deste ano. Já o número de usuários, foi de 550 para 324." 

E os convênios e particulares? E as vendas ilegais (mas, permanentes), em sites e páginas virtuais, tanto de receitas como dos medicamentos? Como já é sabido em outras tantas áreas, caso não aconteça vigilância e fiscalização, apreensão e multas constantes, os abusos vão continuar. 

Por isso, tão necessário que as pessoas, os cidadãos, conversem entre si, troquem informações, avaliem sua decisão, reavaliem e tenham condições, também, de argumentar. Continuo afirmando que o pátrio e mátrio poder é do pai e da mãe (parece redundante). E eles nem foram citados no artigo da Folha. 

Como comenta uma mãe:
 "Há uma grande diferença entre a "teoria" e "prática".  até onde será respeitada e ou se algum médico levará isso em conta antes de pescrever o remédio?!"









Quando uma mãe "entende" com o coração, que o filho só precisa de mais atenção, de mais compreensão, ver respeitado o seu tempo para uma aprendizagem eficaz, ela (mãe) consegue argumentar com a escola, que é o local onde 'nascem' os mais numerosos 'diagnósticos'. 

Tendo uma legislação efetiva por detrás, show de bola! 















E em relação à declaração do diretor da Associação Médica Brasileira (AMB), Miguel Jorge:

O diretor da AMB (Associação Médica Brasileira) e professor associado de psiquiatria na UNIFESP, Miguel Jorge, diz ser favorável à adoção de critérios que levem a diagnósticos mais precisos. Mas critica a possibilidade de a decisão final caber a outros profissionais que não médicos. 
Diz ele:
"Não há sentido, cabimento ou lógica em se depositar na mão de pessoas estranhas à categoria médica a determinação se um diagnóstico está correto e se a pessoa deve receber o medicamento."

Transportamos suas palavras para todas as mães e pais amorosos e dedicados deste país, que não aguentam mais a pressão da escola, não aguentam mais as consultas "de minuto" nos consultórios, de onde saem confusos desorientados, sem entender o porquê daquela receita. Sim, os pais e mães dizem: "Senhores médicos, "não há sentido, cabimento ou lógica continuar medicando nossos filhos sem sabermos os riscos que estão sujeitos, sem saber ao certo do que estão sendo tratados e, principalmente, se isto vem ao encontro de uma necessidade da criança ou da intolerância da escola, indiferença médica e sede de lucros dos fabricantes de psicotrópicos". 

E sobre a infeliz declaração do diretor de que - 
"O déficit de atenção, pelo menos até o momento, não tem outro tipo de tratamento preconizado que não o tratamento medicamentoso."
 - só temos a lamentar. Rubens Bias (CONANDA, Ministério da Saúde) observa, com propriedade:
 A bula do medicamento contraria a afirmação do diretor da AMB: "A etiologia específica dessa síndrome é desconhecida e não há teste diagnóstico específico. O diagnóstico correto requer uma investigação médica, neuropsicológica, educacional e social... O diagnóstico deve ser baseado na história e avaliação completas da criança e não apenas na presença de uma ou mais dessas características. O tratamento medicamentoso não é indicado para todas as crianças com esta síndrome... Uma orientação educacional apropriada é essencial e a intervenção psicossocial é geralmente necessária. Nos locais em que medidas corretivas isoladas forem comprovadamente insuficientes, a decisão de se prescrever um estimulante deverá ser baseada na determinação rigorosa da gravidade dos sintomas da criança."

O que consta na bula de Ritalina, Concerta e outros medicamentos que utilizam o metilfenidato é o que preconiza a AAP - Associação Americana de Pediatria - 

"Importantes mudanças nas diretrizes recentes incluem: 
  • Âmbito expandido. As novas orientações incluem a consideração de intervenções comportamentais e abordam diretamente as preocupações com o nível do problema em crianças, com base no Manual Diagnóstico e Estatístico de Cuidados Primários (DSM-PC), Versão da Criança e do Adolescente.

  • Para fazer um diagnóstico de TDAH, o médico da atenção primária deve determinar que os critérios de diagnóstico foram cumpridos com base no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais - Quinta edição (DSM-5, que substituiu a quarta edição (DSM-IV), em maio de 2013) . Fazer um diagnóstico inclui documentar que a criança é prejudicada em mais de uma configuração grande (por exemplo, na escola e em casa). O médico da atenção primária deve incluir relatos dos pais ou responsáveis, professores e / ou em outra escola e médicos de saúde mental envolvidos no cuidado da criança. O médico da atenção primária também deve descartar qualquer outra causa possível. (http://www.cdc.gov/ncbddd/adhd/guidelines.html)

75% dos diagnósticos emitidos são indevidos



O texto publicado originalmente na Folha de São Paulo
Natalia Cancian - Brasília
21.outubro.2015

O Ministério da Saúde recomendou a Estados e municípios aumentar o controle sobre a prescrição e a distribuição de um medicamento indicado para tratar crianças e adolescentes com déficit de atenção e-ou hiperatividade.

O documento visa coibir um possível abuso de metilfenidato, conhecido pelo nome de Ritalina e Concerta e evitar a "medicação excessiva" de crianças.

Segundo o Ministério, a medida ocorre diante da "tendência de compreensão de dificuldades de aprendizagem como transtornos biológicos a serem medicados" e de um "aumento intenso" no consumo do psicotrópico. 

Dados da ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) apontam crescimento de 21,5% na venda de metilfenidato em 4 anos - de 2,2 milhões de caixas em 2010 para 2,6 milhões em 2013 (último dado disponível). 

O Ministério cita ainda as estimativa "bastante discordantes" sobre a ocorrência de TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e-ou Hiperatividade) em crianças e adolescentes - de 0,9% a 26,8%.

 "Parece evidente que tem muitas crianças no Brasil utilizando de maneira desnecessária utilizando o medicamento", afirma o coordenador de saúde no ministerio, Paulo Bonilha. "São múltiplas as variáveis que influenciam no processo de aprendizagem e concentração. Olhar como se fosse sempre uma doença da criança é reducionista."

Isso não significa, porém, que o diagnóstico de TDAH não possa ocorrer, defende Bonilha. "O que se recomenda é que seja mais criterioso, feito por equipe multiprofissional e não apenas pelo médico, com a presença de psicólogo e pedagogo."

MUNICÍPIOS

Agora, a ideia é fazer com que mais municípios elaborem protocolos para prescrição e distribuição do remedio, assim como fizeram as prefeituras de São Paulo e Campinas (SP) nos últimos anos.

O metilfenidato não é distribuído diretamente pelo Governo Federal. 
Secretarias de Saúde tem autonomia para comprar e ofertar o remédio - em geral, liberado com a apresentação de uma receita médica especial para psicotrópicos.

"Vimos que estávamos usando de forma irracional" - diz a coordenadora de saúde da criança em Campinas, Tânia Marcucci. "Antes, a criança já vinha com diagnóstico prévio até da escola."

Com a mudança, a prefeitura passou a exigir uma avaliação com uma equipe multidisciplinar, que preenche um formulário com dados da saúde e situação da criança.

Em São Paulo, a adoção do protocolo, no ano passado, reduziu o consumo do remédio na rede pública: de 54 mil comprimidos distribuídos em setembro de 2014 para 25 mil no mesmo mês deste ano. Já o número de usuários, foi de 550 para 324. 

"O protocolo mostrou que, quando há a orientação clara do uso, do diagnóstico e do acompanhamento, há redução do uso abusivo", afirma o secretário municipal de saúde, Alexandre Padilha. "Antes, havia casos de inclusão [no tratamento] porque a criança mexia mais de quatro vezes na cama."

CRÍTICAS

O diretor da AMB (Associação Médica Brasileira) e professor associado de psiquiatria na UNIFESP, Miguel Jorge, diz ser favorável à adoção de critérios que levem a diagnósticos mais precisos. Mas critica a possibilidade de a decisão final caber a outros profissionais que não médicos. 

"Não há sentido, cabimento ou lógica em se depositar na mão de pessoas estranhas à categoria médica a determinação se um diagnóstico está correto e se a pessoa deve receber o medicamento."

Para ele, além de uma medicalização excessiva, é preciso considerar que alguns transtornos passaram a ser mais conhecidos, o que pode explicar um aumentos no diagnóstico de pessoas antes não tratadas, diz.

"O déficit de atenção, pelo menos até o momento, não tem outro tipo de tratamento preconizado que não o tratamento medicamentoso."

Fonte: Folha




Texto de Rubens Bias, do Ministério da Saúde, em sua página no Facebook:
(21.outubro.2015)


Folha de São Paulo repercutindo recomendações sobre o uso excessivo de ritalina .
A AMB reconhece a necessidade de "adoção de critérios que levem a diagnósticos mais precisos".
Prefere, entretanto, enfatizar a defesa tacanha de reserva de mercado afirmando que "Não há sentido, cabimento ou lógica em se depositar na mão de pessoas estranhas à categoria médica a determinação se um diagnóstico está correto".
Adota ainda o obscurantismo ao dizer "O deficit de atenção, pelo menos até o momento, não tem outro tipo de tratamento preconizado que não o tratamento medicamentoso." A bula do medicamento contraria a afirmação do diretor da AMB:
"A etiologia específica dessa síndrome é desconhecida e não há teste diagnóstico específico. O diagnóstico correto requer uma investigação médica, neuropsicológica, educacional e social... O diagnóstico deve ser baseado na história e avaliação completas da criança e não apenas na presença de uma ou mais dessas características. O tratamento medicamentoso não é indicado para todas as crianças com esta síndrome... Uma orientação educacional apropriada é essencial e a intervenção psicossocial é geralmente necessária. Nos locais em que medidas corretivas isoladas forem comprovadamente insuficientes, a decisão de se prescrever um estimulante deverá ser baseada na determinação rigorosa da gravidade dos sintomas da criança." 




Outros artigos sobre o tema:



A Política de Atenção à Saúde da Criança considera como criança
a pessoa na faixa etária de zero a nove anos e a primeira infância,
de zero a cinco anos. 





Por Marise Jalowitzki
07.agosto.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/08/criancas-brasileiras-agora-tem-politica.html



MERCOSUL e a Medicalização da Infância 
Rubens Bias, na Reunião da Comissão Permanente Iniciativa NiñaSur,
no âmbito da Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos e
Chancelarias do MERCOSUL






Por Marise Jalowitzki
21.julho.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/07/medicalizacao-de-criancas-mercosul-ata.html 



Num período de três décadas, apenas 12 dos 10.000 trabalhos publicados sobre o tema preenchem critérios mínimos de cientificidade.



publicado neste blog em 06.outubro.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/10/houve-banalizacao-no-diagnostico-do.html




" O que é importante notar aqui é que Matthew
não tinha qualquer condição cardíaca
pré-existente ou defeito."
 (
Heather Smith - Pai de Matthew)

Protocolo de Autópsia - Morte do Menino Matthew devido ao uso prolongado de Ritalina

Por Marise Jalowitzki

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2014/11/protocolo-de-autopsia-morte-do-menino.html


















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