quinta-feira, 1 de junho de 2017

Até quando as escolas particulares usarão da expulsão para resolver seus problemas?




Por Marise Jalowitzki
01.junho.2017
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2017/06/ate-quando-as-escolas-particulares.html

Hoje à tarde recebi um telefonema de mais uma mãe, desta vez do sul do Espírito Santo. Pouco antes, havia recebido um e-mail, que ainda não havia respondido. A angústia da mãe era muita e, ao iniciar a comentar sobre o ocorrido com seu filho, começou um pranto forte, destes que só dá vontade de abraçar e não dizer mais nada!

Seu filhote, agora com 6 aninhos, desde os primeiros anos frequentou a mesma escola, nunca havendo queixas sobre seu comportamento. Neste ano, entrando em novo ciclo de apresentação metodológica, tornou-se o "terrorzinho", no parecer dos educadores da instituição. Notadamente na hora do recreio - claro, após mais de duas horas sentado!!! - ele "corre demais", "grita demais", "não para quieto um minuto", dizem. Que belo atestado de saúde e vigor, muitos especialistas conscientes dirão. E o que dizem professora, orientadora pedagógica, direção?

"- Seu menino precisa ser medicado! Ele tem de tomar risperidona! Ou ritalina!"

A mãe, com formação também em educação, sabe de todas as articulações da indústria farmacêutica junto às escolas, ela é contra a medicação psicotrópica e disse 'Não'. O garotinho já tem atendimento com psicopedagoga e psiquiatra. A pressão por parte da escola veio forte por estes dias, a ponto de acenarem com a porta da saída para o pequeno.
A mãe ficou impactada! Todo um histórico de Vida, desde os mais tenros anos e, agora, seu pimpolho estar sendo expulso por não tomar psicotrópico? Terá a escola este direito? Não, não tem, mas correm soltos os pedidos junto à justiça, da suspensão da obrigatoriedade de um monitor para acompanhamento, da adequação da metodologia (tão necessária a estes pequenos!) e a maioria das escolas particulares simplesmente continuam praticando suas leis próprias, que são: ou medica com psicotrópicos alopáticos, ou "a porta da rua é serventia da casa"!!! Até quando???

Quando a mãe foi chamada e comunicada do "convite" para retirar o filho da escola, ela tentou argumentar sobre que foi relatado acima. Nada. Disse que, na verdade, seu filho era vítima, pois a escola nada estava fazendo para tentar incluí-lo de verdade, apesar de tê-lo visto crescer. O que a direção respondeu:

"- Na verdade, podemos dizer que vítimas são os coleguinhas dele, vítimas são as 16 crianças que precisam conviver com ele!"

Gente! Isto é de uma crueldade imensa! Insana! Dizer isto a uma mãe! Só tive vontade de dizer: "Caso de polícia! Assédio emocional e moral!"...Mas senti que a mãe quer preservar o filho na mesma escola, então, fui mais devagar.

O que respondi, depois, já por escrito também, para que ela possa, inclusive, levar junto para a reunião ou para o advogado:

Olá, querida mamãe!
Contatamos há pouco e quero, inicialmente, dar-te um largo e prolongado abraço, com muita Força, cheio de Perseverança! Vais conseguir! Teu amado merece!
As escolas particulares convencionais, infelizmente, são as que trazem os mais recorrentes casos de exclusão, de expulsão mesmo. 

Sugiro:

1 - te reforçar psicologicamente, pois tens de estar BASTANTE forte para esta empreitada, pois sabes que o que vem pela frente é bem maior que supões. Para isto, começa indo em uma farmácia de manipulação homeopática e adquire RESCUE REMEDY (adulto) e RESCUE REMEDY KIDS (para crianças). Se a farmácia, por acaso, não trabalhar com os Florais de Bach, podes pedir pela web. O site oficial do Bach Centre no Brasil é www.monas.com.br - Se for preciso chegar a solicitar pela web, vai fazendo ANTES, já, um chazinho de folhas de erva cidreira, ou folhas de maracujá, ou erva-doce, para ir dando uma aliviada (necessária). 

Lê estes artigos para ver que o Rescue pode (e deve) ser usado de várias maneiras. Gotinhas sublinguais, passar na parte interna dos braços, atrás dos joelhos, na nuca, na fronha do travesseiro ao deitar. Tem também em formato de spray para borrifar no ambiente. O Rescue é o primeiro, para retirar a ansiedade, o nervosismo. Depois há outros, mais específicos para concentração. 

TDAH e Florais - Dr. Edward Bach e o Rescue Remedy


Rescue - Floral das Emergências, do Resgate, para situações de Ansiedade e Nervosismo

http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/06/rescue-floral-das-emergencias-do.html




2 - procurar, tão logo seja possível, um pediatra homeopata para orientar especificamente, seja pelas essencias florais, seja pela homeopatia ou fitoterapia. Tentar até encontrar os específicos, para não adentrar no perigoso universo dos psicotrópicos alopáticos, que trazem embutido tantos riscos! E que 'moldam', sim, a criança ao que o instituído quer (na maioria das vezes), mas que, em curto ou medio prazo, deixa tudo igual ou pior. Aí, tudo que fazem é receitar mais e mais outros tarja preta, deixando a situação um grande problema, aí, sim, só que em função dos medicamentos pesados.

Mesmo quando TODOS entenderem (o que te inclui, pois és a mãe, o poder mátrio é teu!) que é melhor medicar com estas drogas, que seja por um determinado tempo. E não como costuma querer a maioria das escolas, ad infinitum.O corpinho em desenvolvimento de uma criança nem suporta estes químicos pesados, as paredes cerebrais ainda estão muito permeáveis e a química perpassa as outras áreas, bagunçando ego-superego-id (consciente, subconsciente, inconsciente). Mesmo sendo a ritalina, por exemplo, ou a risperidona (os mais comumente receitados) recomendada para atuar sobre o córtex frontal, a invasão acaba acontecendo para outros campos, desorganizando, algumas vezes para sempre.

3 - conversar bem seriamente com a psicopedagoga que atende teu pequeno. E, se for preciso, procurar outra profissional, mais aberta, mais lúdica, mais inclusiva, que mostre a ele, de maneira atraente, os ganhos de alterar determinados comportamentos que a escola vê como desagradáveis. E tenta ver se ela te acompanha nesta reunião, se ´[e que sentes que ela está do teu lado. Senão, é melhor que nem compareça! O terapeuta de teu amadinho deve estar em sintonia contigo.

4 - providências legais precisam ser tomadas, face a gravidade da acusação recebida, de que teu pequeno torna DEZESSEIS CRIANÇAS vítimas dele, em função de seu comportamento!!! Isto é gravíssimo e precisa ser revisto. É muito peso para uma criança em tão tenra idade! 

Pensa e sente com o coração e vê se consideras conveniente levar um advogado junto nesta reunião, pra documentar tudo, com vistas a um futuro processo contra a escola. Depois desta reunião, de acordo com o [des]entendimento que ocorrer, de acordo com o desfecho, avisa que vais procurar a Secretaria da Educação. Caso sentires que pouco ou nada resolve lá, podes ouvir o que o Conselho Tutelar te aconselha. Mas, com certeza, um advogado vai te dar um reforço (até mesmo emocional) importante. 

5- É este meio social caótico que precisa mudar! Não o teu pequeno. Sim, ele, estando com atendimento psicopedagógico, há que dar um tempo para novos ajustes e uma parceria efetiva entre todos os envolvidos e não, simplesmente, optar por 'pílulas de achatamento'.. 

E é preciso revisar o que está acontecendo nesta escola, como a professora deste ano trata a ele, o que está mudando para que ele também esteja, na visão deles, 'piorando'. ou se tudo não é apenas saúde, energia e motivação e...falta de saber lidar por parte dos adultos! 

ONDE A ESCOLA está disposta a se rever, também? FUNDAMENTAL que cheguem a este nível de conversa, senão, a parceria está definitivamente perdida!

Preciso saber tua cidade (acabei esquecendo de perguntar) para ver se há alguma indicação de uma escola mais acolhedora, especialmente dentro da metodologia Waldorf (que também utiliza a medicina antroposófica, reconhecida pelo ministerio da Saúde).

Há outras indicações terapêuticas (Reiki, Meditação, etc.) mas, antes de tudo, uma mudança mais amorosa no trato diário por parte dos educadores diretamente envolvidos. Também em relação à alimentação e qualidade do sono.

Com relação ao Livro TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM, há várias formas de adquirir: Pela Livraria Saraiva, pelo PagSeguro ou Mercado Livre. Sempre só abrir o site, abrir uma conta com eles, digitar o nome do livro e optar pelo pagamento via cartão ou boleto. Pelo PagSeguro os valores comerciais são os mesmos como quando feito diretamente comigo.

Qualquer coisa, contata, amiga! Daqui, fico torcendo pra que dê tudo certíssimo, com o menor grau de stress possível. Amor é o que move o mundo, não sectarismos ou exclusões. Amor abraça e inclui!


Deixo dois comentários, dentre os ínúmeros que estão sendo inseridos no Grupo TDAH CRIANÇAS QUE DESAFIAM no Facebook:  
Uma mãe comenta:
É um verdadeiro absurdo! Passei por tudo isso com meu filho, e posso afirmar sem sombra de dúvidas: estas escolas são as grandes culpadas por não aceitarem que crianças não são robôs, e aquelas que pensam fora da caixinha, quebram regras, fogem do padrão considerado "normal", devem ser medicadas. Quem são esses educadores? O que eles estão fazendo com nossos filhos? E nós, na busca insana por respostas, caímos nessa arapuca, e quando menos esperamos eles estão sim, com os mais variados transtornos, isso tem que ter um basta!!!!!! SOCORRO, antes que seja tarde!!!!!!
Meu filho iniciou a vida escolar aos três anos e meio, escreveu cedo, leu aos cinco anos, até os seis anos ia muito bem mas era imaturo (?). De lá até hj, já está na 8ª escola. Além do TDAH, acumulou depressão, ansiedade, pânico, travou na escola (amava estudar), ficou retido um ano, foi convidado a se retirar de um colégio católico, coloquei em uma Escola democrática aqui em SP, tudo lindo até a vírgula. Ele simplesmente odeia ir à Escola. Perdeu completamente a vontade, animo, tudo. E eu, sinceramente, se tivesse opção, tiraria ele da escola. Cansada dessa hipocrisia toda!

Outra mãe comenta:
Minha filha também foi expulsa esse ano de uma escola, fui leva-la para aula e a coordenadora me disse para leva-la de volta pois era impossível continuar com minha filha na escola. Voltei pra casa com um misto de tristeza e revolta. Ela falou tudo na frente da minha filha, que só não prestou muita atenção pois se distraiu com um brinquedo. É muito triste ver que muitas escolas não tem preparo nenhum e que falta sensibilidade pra tratar dos nossos pequenos.


Marise Jalowitzki
Compromisso Consciente

Escritora, Educadora, 
Idealizadora e Coordenadora do Curso Formação para Coordenadores em Jogos e Vivências para Dinâmica de Grupos,
Especialista em Gestão de Recursos Humanos pela FGV,
Facilitadora de Grupos em Desenvolvimento Humano,
Ambientalista de coração, Vegana.
Certificada como International Speaker pelo IFTDO-VA-USA
marisejalowitzki@gmail.com 
compromissoconsciente@gmail.com 



Livro: TDAH Crianças que Desafiam 
Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família
Contra o uso indiscriminado de metilfenidato - Ritalina, Ritalina LA, Concerta

Acesse: 
http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/
ou entre em contato direto:
marisejalowitzki@gmail.com 
TDAH Crianças que Desafiam - Como Lidar com o Déficit de Atenção e a Hiperatividade na Escola e na Família


---------------------
Leia sobre - Recomendação da APA - :


Inclusão e Inserção




A Política de Atenção à Saúde da Criança considera como
criança a pessoa na faixa etária de zero a nove anos e a
primeira infância, de zero a cinco anos.


Crianças Brasileiras agora tem Política de Atenção à Saúde - Ministerio da Saúde, mãos à obra!

07.agosto.2015
http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/08/criancas-brasileiras-agora-tem-politica.html


















"O metilfenidato é uma anfetamina que pode causar danos graves sim, e pior ainda quando administrada em pequenos, que ainda não tem capacidade de decisão sobre suas vidas. Hoje, pais se sentem lesados e traídos, exigem que sejam amplamente repassadas todas as informações, apresentados todos os riscos,antes de iniciar o tratamento farmacológico e que sejam acenados também os outros tipos de tratamento, onde o acompanhamento psicológico é o principal. E, com relação aos manifestos do segundo grupo, dos portadores dos sintomas que identificam o TDAH, e que querem ser reconhecidos como doentes (e não como ‘vagabundos’ ou  ‘retardados’) é um direito cidadão que lhes assiste, sem dúvida nenhuma. Os sintomas são notórios, os problemas e embaraços, também." 

Livro TDAH Crianças que Desafiam (págs. 10 e 11)


Querendo, leia também:
Querendo, leia:


CONANDA publica resolução para diminuir medicação em crianças e adolescentes

Demorou mas veio!!! Brasil se posiciona contra a medicalização de crianças! A resolução estabelece que é um direito de meninos e meninas o acesso a alternativas que não envolvam uso de medicamentos. Viva!

O Poder Público (e não as farmacêuticas, como vem acontecendo! Leia AQUI) é que irá promover orientação para familiares e capacitação para profissionais responsaveis pelos cuidados de crianças e adolescentes!

Que venham as Ações Práticas! Ponto!

Mamães, sabem o que isto significa??? Nenhuma mãe mais vai sair com um receita de psicotrópico e "diagnóstico" de TDAH na primeira consulta! Por maior cuidado com nossas crianças!!

Mamães, agora podem CONTESTAR quando algum médico estender a receita de ritalina (ou outro) na primeira consulta. Chega!




http://tdahcriancasquedesafiam.blogspot.com.br/2015/12/tdah-conanda-publica-resolucao-pelo-fim.html





TDAH - Palestras nas Escolas patrocinadas pela indústria farmacêutica
- Esta ação conta com o aval do MEC e do MSaúde?

Isto pode?  E o tempo da palestra está valendo como atividade complementar para a Graduação. Quem avalizou? No folder-convite há uma menção "Válido como Atividade Complementar de Graduação" - Então, tem a autorização do MEC?  e do Ministério da Saúde? Qual a posição da ANVISA? Precisamos saber!!


 Programa “Toda Atenção para uma vida mais completa”
Quais os objetivos?
- “Capacitação e Formação” de Educadores, antes mesmo da orientação do MEC e MS? 
- Ou incentivo ao aumento do consumo de psicotrópicos em crianças e jovens (Ritalina, Venvanse, Concerta, Aderall)? 


http://compromissoconsciente.blogspot.com.br/2015/08/tdah-palestras-nas-escolas-patrocinadas.html



Nenhum comentário:

Postar um comentário